Browsing articles in "Sem categoria"
fev 17, 2016
marllus

Upgrade/Update no XenServer 6.5

Olá amigo(a), tudo bem?

Hoje falarei sobre update e upgrade de hosts XenServer.
Bem, para conceituar os termos:

Update: Atualização (hotfixes) de procedimentos críticos e não críticos de segurança, adição de drivers ou correção de bugs em pacotes → Trivial;

Upgrade: Atualização de versão do sistema de virtualização XenServer, o que pode aglomerar melhorias nos drivers de dispositivos, adicionar funcionalidades, alterar versões de SO usado (neste caso, o GNU/Linux CentOS) e aumento na capacidade de processamento do próprio sistema operacional → (Geralmente crítica e menos trivial [lê-se: trabalhosa]);

O que ocorre?

Muito sysadmin deixa o seu ambiente funcional, perfeitinho e redondinho e enquanto ele estiver funcionando não meche nele porque “não se meche com quem tá queto”.

Nos meus tempos usando XenServer e GNU/Linux aprendi uma coisa: Sempre tente deixar seus sistemas com as últimas versões de atualização. Updates são lançados para serem usados, eles contém novos drivers, patches de segurança, novas versões de softwares com bugs, otimização de código, enfim, não ache que porque seu sistema está no ar que ele não pode cair amanhã por um erro que você já devia tê-lo imunizado.
Te garanto que é doloroso você ter que atualizar o seu ambiente com vários hotfixes na fila de espera, pois cada update vai gerar um mini ataque cardíaco em você.

Para realizar procedimento de update até a versão 6.2 do xenserver open source você teria que ir para a CLI (Linha de comando) e aplicar os passos mostrados neste tutorial:
http://support.citrix.com/article/CTX132791

Curiosidade: Na época em que tínhamos que ir para a linha de comando na versão sem licença paga, vários usuários da comunidade elaboraram suas próprias soluções para realização de update do ambiente. E é disso que estou sempre falando: Compartilhamento de conhecimento!!
Olhem os links:
http://discussions.citrix.com/topic/310573-script-to-update-xenserver-with-powershell/
https://www.citrix.com/blogs/2014/09/10/scripting-automating-vm-operations-on-xenserver-using-powershell/
https://www.virtualexperience.no/2012/11/30/ctxupdate-a-powershell-script-to-download-any-citrix-updates/

Felizmente hoje, a partir da versão 6.5 (versão atual até a última atualização deste tutorial), como o código do XenCenter foi liberado (assim como o código de quase todas as partes do XenServer), foi inevitável liberar a opção no GUI do próprio XenCenter para realizar operações de update.
Isso te dá a possibilidade de deixar a cargo do XenCenter baixar as atualizações e automaticamente aplicar e reiniciar (quando for o caso) o host, sem que se precise fazer de forma manual (apesar de ele também disponibilizar a opção de reiniciar o servidor manualmente).

Por padrão, o XenCenter já vem configurado para sempre checar se existem atualizações disponíveis para hosts xen nele conectados.

Quando for tornada disponível a update, ela vai aparecer na aba de notificações do seu XenCenter, e clicando com o botão direito do mouse em cima dela você pode baixar ou obter informações sobre ela. Antes de atualizar, leia o máximo possível sobre a mesma afim de reconhecer os impactos esperados na pré e pós atualização do ambiente.

Antes disso, realize backup de suas informações como metadados do pool, hosts, e VM. Saiba como realizar backup disso tudo neste aqui:

Eu criei um desenho do fluxo processual que me baseio sempre na hora de realizar procedimentos de update em ambientes XenServer, o qual disponibilizo abaixo:

 

update

 

Nele, mostro que devemos sempre checar a criticidade e impactos institucionais e técnicos antes do procedimento de update, após isso será agendada a atualização (se tiver paradas no servidor, deverão ser previamente relatadas), realizar backups do pool, Vms e xen host (quando houver recurso para o último), desabilitar o HA (requisito técnico) e só depois iniciar a atualização.

Alguns procedimentos minuciosos, bem como todo o passo a passo e pré requisitos de configuração necessários para a realização de um processo de update podem ser conferidos neste link da documentação oficial:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-updates/xs-xc-updates-applying.html

Com relação à Upgrades (atualização de versão) no Xenserver, existe a possibilidade de realização do procedimento de maneira live, sem que as Vms parem, claro, se você tiver storage compartilhado. As Vms podem ser migradas de um Xenserver para outro com uma versão igual ou superior da de origem, por exemplo de um xenserver 6.2 para um 6.5. Isso é vantajoso neste tipo de atualização, onde a troca das versões é crucial.

Procedimentos e detalhes técnicos de realização de upgrade em um pool (Rolling Pool Upgrade) você pode continuar a leitura do link que passei anteriormente, até chegar nessa parte:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-updates/xs-xc-upgrade.html

E a mesma imagem para guiar você no processo de update (colocada acima) pode ser usada no processo de upgrade, claro, alterando os detalhes de ordem técnica (na fase de “install update”), mas, o fluxo geral é o mesmo.

Espero que tenha ficado claro para vocês a importância e os procedimentos da documentação oficial que disponibilizei para você.

Grande abraço.

Referências:
http://support.citrix.com/article/CTX132791
http://discussions.citrix.com/topic/310573-script-to-update-xenserver-with-powershell/
https://www.citrix.com/blogs/2014/09/10/scripting-automating-vm-operations-on-xenserver-using-powershell/
https://www.virtualexperience.no/2012/11/30/ctxupdate-a-powershell-script-to-download-any-citrix-updates/
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-updates/xs-xc-updates-applying.html
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-updates/xs-xc-upgrade.html

 

Licença Creative Commons
Este trabalho de Marllus, está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

fev 17, 2016
marllus

P2V / V2V – Conversão de ambientes – XenServer 6.5

Olá, tudo bem?

Hoje falarei sobre P2V e V2V de sistemas operacionais.

Bem, P2V e V2V são termos que remetem à migração de sistemas. E migração (desde antes de cristo – 40 anos de migração dos hebreus a Canaã rs) é um processo doloroso e às vezes dispendioso (de tempo e recursos físicos).

P2V (Physical to Virtual): É usado quando você quer transformar uma máquina física para virtual (Migração de um PC ou notebook para um virtualizador – ex. Xenserver);

V2V (Virtual to Virtual): É usada quando você quer transformar uma máquina virtual em outra virtual (geralmente quando se vai migrar Vms entre Virtualizadores distintos – ex.Vmware->Xenserver)

Bem, em meus tutoriais gosto sempre de explicar o “estado da arte” ou o “alicerce” para construção de seu próprio conhecimento através de informações precisas e minuciosas do ponto estudado. Na minha cabeça, somente um how-to passo-a-passo, sem os porquês, torna-se meramente um “cale a boca e siga-me”.
É por isso que, em quase todos os tutoriais que fiz, quando chego na parte da “mão na massa” posto links com os procedimentos. Se você consegue levantar questões a respeito do que queres fazer e planejar as soluções para tal, até um robô fará o passo a passo.

Te garanto que se sempre seguir este princípio, sua vida mudará, pois os porquês se tornarão cada vez mais frequentes. Lembre-se disso.

Bem, voltando, sem mais delongas, irei apresentar (em passos) como ocorre o processo de migração de uma máquina física ou virtual para uma VM no Xenserver 6.5. Estes procedimentos são genéricos. Os softwares utilizados para realizar as operações podem ser vários. No final, colocarei tutoriais para você seguir que citam ferramentas úteis para a realização dos procedimentos.

1. Criar uma imagem do disco rígido da máquina;
1.1. Neste passo, geralmente se inicia um cd/usb de boot de algum programa de backup (clonezilla, G4L, etc) na máquina e é copiado o disco rígido inteiro, gerando uma imagem no final do processo. Essa imagem deverá ser guardada.

2. Criar uma VM com as mesmas características de CPU, memória RAM, disco rígido e SO (caso tenha template para ela na lista de templates do XenServer – caso contrário utilizar o template other media install).
2.1. Esse passo é bem simples, só não instale nenhum SO na VM. Somente crie-a e deixe lá desligada.

3. Iniciar a VM por cd/usb de boot a partir do mesmo programa que fez backup da máquina de origem e restaurar essa imagem no novo disco que você acabou de criar para a VM.
3.1. Quando o processo de restauração concluir, geralmente ocorre de a VM não conseguir iniciar ainda, pois as informações do initrd/grub (caso a máquina seja GNU/Linux) ainda estão apontando para o kernel antigo.

Se a VM em questão não for GNU/Linux, então pule para o passo 5.

4. Atualizar imagem initrd, grub e caminhos dos discos no /etc/fstab
4.1. Nesta etapa, basicamente, você terá que montar todos os diretórios da VM em chroot a partir de um livecd/usb Linux e então criar uma nova imagem para o initrd.

5. Após isso, você terá uma VM funcional dentro do seu ambiente de virtualização Xenserver.

Somente esses 5 passos são necessários para a migração V2V ou P2V Windows/GNU/Linux onde o destino é o Xenserver 6.5

Passos adicionais são necessários para a otimização da VM, como a conversão da mesma de HVM para PV (modos de virtualização – se não sabe o que é isto clique aqui) e a instalação do xentools (drivers xen para Network/disco – se não sabe o que é clique aqui)

Bem, como falei, esses são os passos genéricos para se subir uma VM em um ambiente de virtualização Xenserver onde a origem era uma VM advinda de um outro sistema de virtualização ou de uma máquina física.

O PDF a seguir, originado de um colega (Germano Dias) da instituição onde trabalho (Universidade Federal do Ceará) irá embasar a parte prática de todas as informações que repassei neste fluxo. Nele é usado o software Clonezilla (GPL) para realizar o backup e restore dos discos.

Baixe aqui o PDF.

Outros tutoriais podem servir como complemento ou até alternativa para esse procedimento:

Tutorial usando o comando dd: http://www.lewan.com/blog/2011/04/14/p2v-conversion-of-linux-virtual-machine-for-xenserver
Outro tutorial usando o clonezilla: http://www.ibm.com/developerworks/br/library/l-clonezilla/
Você pode usar também o programa G4L Ghost 4 Linux para backup do disco (em alternativa ao clonezilla) e que vem no pacote Hiren’s bootCD 15.2: http://www.hiren.info/pages/bootcd

Bom, espero que tenham gostado e até a próxima!
Dúvidas e sugestões serão bem vindas!
Abraços!

 

Referências:
http://www.ibm.com/developerworks/br/library/l-clonezilla/
http://www.lewan.com/blog/2011/04/14/p2v-conversion-of-linux-virtual-machine-for-xenserver
http://www.ppgia.pucpr.br/~jamhour/RSS/TCCRSS08A/Diego%20Lima%20Santos%20-%20Artigo.pdf
http://www.hiren.info/pages/bootcd
http://clonezilla.org/lecture-materials/015_OSC_Tokyo_Spring_2014/slides/OSC2014-Tokyo-Spring.pdf
http://ports.marllus.com/wp-content/uploads/2016/02/GNU-Linux-P2V-e-V2V-para-XenServer-6.5.pdf
http://ports.marllus.com/2016/02/12/o-xenserver-tools-xenserver-6-5
http://ports.marllus.com/2016/02/12/pv-hvm-hvm-com-drivers-pv-pvhvm-pvh-no-xenserver-a-sopa-de-letrinhas-da-virtualizacao
http://www.webartigos.com/artigos/quarenta-anos-da-caminhada-do-povo-de-deus-no-deserto/77137/

 

Licença Creative Commons
Este trabalho de Marllus, está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

 

fev 17, 2016
marllus

Backup no XenServer 6.5

E aí, tudo certinho?

Bem, hoje o tutorial será sobre backup!

Tão falado, mas tão pouco usado, o backup no XenServer parece ser complicado, mas é mais simples do que se imagina.

Primeiro, existem três níveis de backup no XenServer:

Pool: Esse backup guarda informações a respeito do pool, ou seja, o arquivo gerado por esse backup geralmente é bem pequeno e contém informações a respeito de quais Vms estão em cada host do pool, quantas NICs e quais os Ips dessas NICs, se tem VLAN configurada e quais os storages conectados a ele. Se você “crashar” um pool e ele se perder, esse aquivo permite você criar outro pool idêntico novamente.

Host: Esse backup geralmente é bem grande e contém os dados escritos no disco local do host xen. Não é recomendado você guardar este backup dentro do próprio host, pois o mesmo é bem grande (dependendo da quantidade de dados escritos no disco local do próprio host). Esse backup é interessante quanto se quer ter a instalação do XenServer com todos os patches, updates e alterações em arquivos em diretórios do SO Dom0, ou seja, quando se quer ter o mesmo host xen idêntico ao que era antes, sem maiores trabalhos. A desvantagem disso é que o arquivo gerado será bem maior que um backup de pool.

VM: Esse é o backup quando se quer tirar uma cópia/clone de uma VM. Geralmente se utiliza esse backup quando se quer guardar uma VM completa para ser importada em outro ambiente xenserver ou guardá-la para futuros backups. A vantagem desse procedimento é que, se você quiser uma VM consistente, terá que realizar um backup em um intervalo bem pequeno de tempo. Muitos administradores realizam esse tipo de backup uma vez no ciclo de vida de uma VM e, ao longo do tempo, vai realizando backup do SO (Bacula, por exemplo).

O ideal é se planejar um backup utilizando todos esses níveis, para compor uma solução onde eu tenho tanto a agilidade de recuperação de uma VM, de um host e de um pool. Porém, muitas vezes por falta de recursos disponíveis (lê-se: espaço de armazenamento), elaboramos abordagens que se focam mais em backups de pool e Vms, pois a partir desses dois, pode se construir novamente um pool falhado. A janela de recuperação, nesse caso, será um pouco menor, mas, dependendo do nível de criticidade do ambiente, tende a ser aceitável.

As possibilidades são inúmeras e se diferenciam para cada ambiente. O “know-how” do backup é definir o planejamento dele. Após isso, só passo-a-passo.
Para compor sua solução open source de backup, sugiro pesquisar sobre o software Bacula: http://blog.bacula.org/about-bacula/what-is-bacula/

Os procedimentos para realização dos diversos tipos de backup no Xenserver está disponível na documentação oficial, a qual se encontra aqui:
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#backups

Abraços e espero que tenham gostado da explicação sobre os níveis de backup existentes no Xenserver!

Referências:
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#backups
http://blog.bacula.org/about-bacula/what-is-bacula/

 

Licença Creative Commons
Este trabalho de Marllus, está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

fev 17, 2016
marllus

Criando SRs (Storage Repository) no XenServer 6.5

Olá, pessoa! Tudo bem com você?

Bem, hoje falarei sobre os repositórios de armazenamento (SR – Storage Repository).
Existem três tipos de mapeamentos de armazenamento físico (SR) para um VDI, são eles:

VHD baseado em volume lógico (LVM) em uma LUN: Nesse caso, a LUN é fornecida como um dispositivo de bloco para o XenServer. Nesta LUN serão criados os VHDs que correspondem aos VDIs das VM’s. Os VDIs são representado como volumes e guardados em formato VHD. A conexão para a LUN pode ser através de Fiber Channel (SR do tipo LVMoHBA), iSCSI (SR do tipo LVMoiSCSI), SAS (SR do tipo LVMoHBA) ou ainda criada localmente no host XenServer (SR local do Tipo Local LVM).

VHD baseado em arquivo em um sistema de arquivo: Nesse caso, o SR é criado a partir de algum compartilhamento NFS ou local (do tipo EXT). Neste SR, as VMs são criadas como VHDs, ocupando somente o espaço de escrita “naquele momento”, ou seja, são thin-provisioned.

LUN por VDI: Neste caso, você espeta diretamente a LUN na VM. Então, a LUN será o próprio VDI da VM. Ela escreverá diretamente na LUN, que pode estar guardada em um storage SAN, por exemplo.

Para resumir os três tipos de SR e em que casos são utilizados:

SR Volume-Based: Local LVM, iSCSI/FC/SAS.
SR File-Based: Local EXT, NFS.

VDI é uma abstração de um Hard Disk Drive (Drive de disco rígido). O formato padrão dessa abstração é o VHD (Virtual Hard Disk), que é o mesmo padrão que a Microsoft utiliza para os discos virtuais no Hyper-v (Hypervisor que ela mantém). Nesse VHD contém tudo que um HDD conteria: tabelas de partições, metadados referentes ao tamanho do dispositivo de bloco, cilindros, etc.
Como a Microsoft liberou as especificações desse padrão para a comunidade, o xensource (consequemente o Xenserver – a partir da versão 5.5 update 2) o adotou para compor o formato padrão de VDI.

Portanto, quando você criar um VDI ele será gravado, por padrão, no formato VHD. Além desse formato existe também o RAW (pior performance) que você pode escolher utilizando a linha de comando (apenas) do próprio XenServer. A menos que seja um caso específico, não recomendo utilizar raw.

Com relação ao LVM e File, vai depender do tipo de armazenamento físico que você usará para ser SR no seu ambiente. Como falei anteriormente, se for utilizar iSCSI/FC/SAS ou uma partição local como LVM, você irá utilizar VHD em formato LVM. Porém, se utilizar um compartilhamento NFS como seu SR ou uma partição local formatada como EXT, os VHDs guardados nesses locais serão no formato de arquivo (File).

Agora vem a pergunta: Qual a diferença do LVM para o File? Bem, se você não leu meu artigo sobre snapshots, recomendo que leia aqui.
Mas, a diferença é que VDIs escritos em SR do tipo LVM são thick-provisioned. Já os escritos em SR do tipo File são thin-provisioned.
Para entender como funcionam esses dois “modelos” de escrita em disco, recomendo a leitura sobre isso no blog do Cleriston: http://cleriston.com.br/post/19582513172/thick-or-thin-provisioning

Quando eu estava escrevendo esse artigo, li sobre o lançamento da nova versão do Xenserver (7 – Dundee). Descobri que o mesmo vai vir com a opção de usar thin-provisioning em SR do tipo LVM. É um avanço, sem dúvidas (desde à versão 5.5 a comunidade aguarda essa feature). Porém, muito cuidado ao utilizar thin-provisioning no lado do hypervisor, pois, lembre-se que o espaço consumido no SR sempre é o que está escrito nos discos virtuais do seu ambiente naquele momento, e nunca o tamanho total desses discos. Isso abre a possibilidade de você criar, sem problemas, discos de tamanhos que, se somados, podem passar do total da capacidade física.
Imagine isso acontecendo e todos os discos virtuais atingindo sua capacidade máxima.
Dados vão para o ar! Ou melhor: pro limbo. Cuidado.

A descrição para a criação de vários tipos de SR está disponível na documentação oficial, a qual você pode conferir aqui:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-storage/xs-xc-storage-pools-add.html

Grande abraço e espero que tenha ensinado de forma satisfatória sobre os pontos inerentes ao SR.

Referências:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-storage/xs-xc-storage-pools-add.html
http://support.citrix.com/article/CTX125884
https://en.wikipedia.org/wiki/Connectix
http://serverfault.com/questions/277294/what-kvm-disk-type-to-use
http://xenserver.org/discuss-virtualization/virtualization-blog/entry/xenserver-dundee-beta-1-available.html
http://cleriston.com.br/post/19582513172/thick-or-thin-provisioning
http://ports.marllus.com/2016/02/14/snapshots-no-xenserver-6-5
http://support.citrix.com/article/CTX138342

 

Licença Creative Commons
Este trabalho de Marllus, está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

fev 16, 2016
marllus

Monitoramento – XenServer 6.5

Olá, hoje o assunto é sobre Monitoramento do ambiente de virtualização XenServer.

O assunto é bem simples, mas pouca gente sabe o quão ampla é a gama de métricas que o XenServer consegue capturar no seu funcionamento.

Por padrão, é mostrado no XenCenter, na aba “performance” do host ou VM, gráficos de utilização de memória RAM, network e CPU.

Porém, você pode querer capturar outras méticas, como a quantidade de IOPS (Entra e saída por segundo) na escrita dos VDIs das VMs, a latência do disco ou rede de um host, dentre vários dados. Essas métricas são mostradas no Xencenter através de RRDs (Base de dados Roud Robin), que são arquivos que guardam diversos dados sobre as métricas de rede, CPU, RAM, Storage, etc.

Caso você queira pegar esses RRDs para utilizar em outras ferramentas, pode também capturá-los via HTTP. Como é mostrado aqui: http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#analyzing_rrds

Você também pode querer adicionar o monitoramento de seu ambiente de virtualização em um software de monitoramento de ambiente, como o nagios ou cacti. Deixo um link aqui de um script para nagios para monitoramento de diversas informações em um pool de servidores XenServer. Ele é totalmente adaptável, abrindo facilmente a possibilidade de adição de novas métricas.
https://exchange.nagios.org/directory/Plugins/Operating-Systems/*-Virtual-Environments/Others/Check-XenServer/details

O conjunto de métricas disponíveis no Xenserver para serem capturadas tanto no Host quanto nas VMs está disponível na documentação oficial do XenServer, que pode ser vista aqui:
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#performance_monitoring

Espero que tenha gostado da breve explicação. Qualquer dúvida, só chamar!
Abraço.

Referências:
https://pt.wikipedia.org/wiki/RRDTool
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#performance_monitoring
http://xenserver.org/partners/20-dev-hints/120-xs-pool-check-nagios.html
https://exchange.nagios.org/directory/Plugins/Operating-Systems/*-Virtual-Environments/Others/Check-XenServer/details

 

Licença Creative Commons
Este trabalho de Marllus, está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

fev 7, 2016
marllus

HCL Xenserver

Olá, seja bem vindo!

O assunto aqui é sobre compatibilidade de hardware e XenServer.
A Citrix mantém uma site (http://hcl.xenserver.org/) contendo todo o conjunto de hardware homologado por ela junto a diversos fabricantes de equipamentos, como Dell, HP, Supermicro, IBM. Todo equipamento que obteve êxito nesse teste é adicionado à essa lista de compatibilidade (HCL).

Mas, o que é essa tal de compatibilidade? Ela serve para oficializar que o XenServer vai conseguir “enxergar” (instalar os drivers) qualquer hardware que contenha na lista em questão.    

Pois bem, quando você estiver elaborando um projeto de especificação de equipamentos (servidores, storages, placas de rede (NICs), etc.) e quiser utilizar o XenServer neste ambiente, o primeiro passo é entrar no site (http://hcl.xenserver.org/) e procurar o hardware em questão no campo de busca do mesmo. Você poderá também selecionar algum tipo de equipamento e fazer a listagem dos homologados. Observe a imagem  do site abaixo que mostra esses duas opções que mencionei:

 photo xen1_zps6fzsarnf.png

Mas, não se preocupe se o servidor onde você irá instalar o seu XenServer não está aí. Na verdade, necessariamente, isso não é um pré requisito para este fantástico virtualizador funcionar. Neste caso, ele poderá até reconhecer e instalar todos os drivers do equipamento mas não terá suporte oficial pela Citrix, se você tiver em mente de adquirir uma licença.

Recapitulando: Ter um hardware na HCL não é requisito para a total plenitude de funcionamento do XenServer neste ou conectado a este hardware (storages, servidores, NICs, etc.)!  

Abraços e até mais!

Referências:

http://hcl.xenserver.org/

jul 6, 2015
marllus

Sobre este tutorial

Bem, se caiu aqui neste site, você deve compreender um pouco sobre virtualização e o que é o XenServer.

Bem, Xenserver é uma plataforma completa de virtualização mantida pela empresa Citrix. Com ele, você consegue criar e gerenciar máquinas virtuais (VMs), discos virtuais (VDIs), redes virtuais (VIFs), balancear (ativo-passivo) e agregar (ativo-ativo) links de rede, criar templates de instalações ou de determinados pontos da vida de uma VM (e reduzindo o tempo para recriar, por exemplo, seu ambiente LAMP/WAMP ou outro que necessita de configuração inicial), exportar a quente (live) VMs entre hosts (servidores) XenServer, utilizar um dispositivo de armazenamento de rede NFS, iSCSI (Ethernet), FC (Canal de Fibra) para armazenar as VMs criadas, criar um ambiente de altadisponibilidade (HA) entre elas, dentre inúmeras coisinhas bem legais de se fazer que a própria virtualização já inclui.

Agora, volte para o menu inicial do mapa de ideias e clique em alguma caixa que achar interessante ou siga para o “bizu bala” para ver essas caixinhas separadas por tópico (Instalação, configuração, gerenciamento, monitoramento, backup, atualização, linha de comando, troubleshooting). Até mais. Grande Abraço!

Páginas:«123