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fev 17, 2016
marllus

Troubleshooting – Resolução de problemas – XenServer 6.5

Olá, tudo bem?

Hoje, o assunto é sobre troubleshooting, ou, para os menos familiarizados (adeptos do “se está funcionando, está bom” rs) sobre resolução de PROBLEMAS!! Até porque só tem problemas aqueles que fuçam na coisa!

De acordo com a wikipedia:

“Troubleshooting é uma forma de resolver problemas, muitas vezes aplicada na reparação de produtos ou processos falhados. É uma busca sistemática e lógica pela raiz de um problema, de modo a que possa ser resolvido e o produto ou processo possa ficar novamente operacional.”

Portanto, partindo do princípio da busca sistemática e lógica, utilizarei sempre diagramas sistêmicos e fluxogramas para descrever processos de troubleshooting.

Mas, porque trabalhar com fluxogramas em troubleshooting?
Bem, a literatura educacional já tem uma muita pesquisa sobre isso ([1], [2], [3], por exemplo), mas em resumo e tomando como questões também pessoais: Entendeu ou quer que eu desenhe?
Sim, esta frase, muitas vezes tratada de professor para uma sala de aula ou de um amigo que é o “sabichãozão” para com os outros, é lembrada com um tom arrogante. O que quero é tirar este rótulo.
No sentido literal, acredito que tudo deveria ser “desenhado”. A simples forma de uma desenho e a capacidade que ele tem de armazenar várias informações em uma única imagem torna a imersão no conhecimento mais divertida e muito menos enfadonha. Para mim, este é o verdadeiro papel do professor. Aquele que guia e consegue tornar trivial um conteúdo complexo.
Ler slides e livros até o google voice faz.

Você pode perceber que na maioria dos meus tutoriais eu encaixo um desenho que tenta generalizar um processo ou a arquitetura de um sistema que estou explicando. Sempre com uma única imagem.
Acredito neste tipo de imersão educacional. Só não esqueçamos que as referências escritas, mesmo que muitas vezes chatas, tem de ser levadas em suma consideração. Desenhos são generalizações que quase sempre não são perfeitas. A ideia dele é fazer com que o leitor desperte um interesse ou que o processo de melhoria/releitura de um conteúdo ocorra de forma mais eficiente (em menos tempo).

Bem, em processos de resolução de problemas não seria diferente. Na comunidade do xenserver temos muito pouca (ou nenhuma) documentação de troubleshooting através de fluxogramas. Claro que usuários do fórum oficial (Discussion Citrix) e comunidades (xen-br, gc-br, Telegram Xenserver) ajudam bastante, mas, é como se o conhecimento estivesse espalhado e disperso em fóruns e dúvidas de usuários. Não há algo conciso, neste caso.

Bem, uma vez fui aplicar 5 hotfixes em um xenserver 6.2 (desculpe, me atrasei). Seguindo a documentação oficial era como roubar doce de criança (mil maravilhas), mas, na prática não é bem esse carnaval não. É como você recompilar um kernel Linux achando que ele não vai dar pelo menos um bug. Inocência.
Caí em várias armadilhas e situações adversas neste processo e sempre resolvia tentando encontrar soluções naquele momento. Resultado: Sanei os problemas, atualizei meu ambiente e o trabalhão que deu não foi documentado. POOFF na cara da comunidade (e na minha)!

A partir daí, resolvi documentar, no estilo de fluxogramas, os processos de troubleshooting do xenserver em determinadas fases de manutenção.
Atualmente, realizei a criação de um fluxograma do processo referente ao troubleshooting de erros na aplicação de updates no XenServer 6.5. Disponibilizo este documento logo abaixo:

Troubleshooting update – XenServer 6.5:

Para muitos que sofrem com bugs quando vão atualizar seu ambiente, creio que este processo irá ser de grande ajuda.

Meu objetivo é fazer com que usuários contribuam com processos que podem ser melhorados/otimizados no fluxograma. Remodelando o documento através do perfil da comunidade, por meio de críticas e sugestões de usuários, poderemos compilar uma documentação ainda mais concisa do que disponibilizo aqui para você.

Com o passar do tempo creio que este post vai crescer bastante, pois novos fluxogramas irão sendo disponibilizados por mim e pela comunidade. É o que quero.

Um abraço! Até mais.

Referências:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Troubleshooting
https://discussions.citrix.com/
https://groups.google.com/forum/#!forum/xen-br
https://groups.google.com/forum/#!forum/gc-br

 

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Este trabalho de Marllus, está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

fev 17, 2016
marllus

DMC – Dynamic Memory Control – XenServer 6.5

E aí, tb bem?

Você já deve ter visto esse intervalo mínimo e máximo de memória que é mostrado no XenCenter (nas configurações de memória RAM de uma VM). Talvez, possa até ter imaginado que o XenServer vai disponibilizar memória para uma VM de acordo com este intervalo, não é verdade?

É isso mesmo que acontece. Isso é o controle dinâmico de memória (DMC – Dynamic Memory Control). As vezes chamado de “dynamic memory optimization”, “memory overcommit” ou “memory ballooning”.

Quando o DMC é habilitado nas VMs, acontece o seguinte: Se tiver muita memória RAM sobrando no host xen físico, ele libera mémoria máxima para cada VM, ou seja, o valor máximo de memória que você definiu no intervalo é dado a ela (e as VMs ficam bem felizes com isso). Caso falte memória no servidor, o SenServer neste caso faz um cálculo e distribui uma fatia de memória (dentro do intervalo de memória definido em cada VM) para cada VM, não deixando nenhuma delas desamparada e também abrindo oportunidades de novas VMs serem criadas, pois sempre o XenServer irá fazer essas otimizações com o objetivo de todas serem alimentadas com memória suficiente para dar o boot (pelo menos).

Bacana, não é? Show.
Mas, como nem tudo são flores, ter este recurso habilitado requer o dobro de atenção na hora do planejamento de distribuição de memória entre as VMs de seu ambiente.

Imagine a seguinte situação:
Você tem 10 VMs com 1GB de ram funcionando no seu host xen (que tem 12GB de ram). Ou seja, até então você tem pouca memória disponível no seu Dom0 (Xen Hypervisor). Daí você vai criar mais duas VMs de 1GB de ram, então, por causa do DMC ativado em cada VM, o XenServer vai reduzir a memória de cada uma delas afim de ter memória disponível para essas duas VMs novas. Mas, esse ambiente pode entrar em colapso (elas travarem) se as VMs ficarem sem memória suficiente para funcionar, além da memória reservada para o Dom0. Então, tenha bastante cuidado no limite mínimo que você vai colocar para sempre sobrar memória disponível no servidor físico, e assim poder utilizar esse recurso tão bacana sem efeitos colaterais.

Os passos para habilitar/desabilitar o DMC em uma VM, bem como definir um tamanho fixo de memória para ela, está disponível neste link (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-configuring/xs-xc-vms-memory/xs-xc-dmc-edit.html)

Referências:
http://www.thegenerationv.com/2010/04/xenserver-56-preview-part-1-dynamic.html
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-configuring/xs-xc-vms-memory/xs-xc-dmc-edit.html

 

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fev 17, 2016
marllus

Upgrade/Update no XenServer 6.5

Olá amigo(a), tudo bem?

Hoje falarei sobre update e upgrade de hosts XenServer.
Bem, para conceituar os termos:

Update: Atualização (hotfixes) de procedimentos críticos e não críticos de segurança, adição de drivers ou correção de bugs em pacotes → Trivial;

Upgrade: Atualização de versão do sistema de virtualização XenServer, o que pode aglomerar melhorias nos drivers de dispositivos, adicionar funcionalidades, alterar versões de SO usado (neste caso, o GNU/Linux CentOS) e aumento na capacidade de processamento do próprio sistema operacional → (Geralmente crítica e menos trivial [lê-se: trabalhosa]);

O que ocorre?

Muito sysadmin deixa o seu ambiente funcional, perfeitinho e redondinho e enquanto ele estiver funcionando não meche nele porque “não se meche com quem tá queto”.

Nos meus tempos usando XenServer e GNU/Linux aprendi uma coisa: Sempre tente deixar seus sistemas com as últimas versões de atualização. Updates são lançados para serem usados, eles contém novos drivers, patches de segurança, novas versões de softwares com bugs, otimização de código, enfim, não ache que porque seu sistema está no ar que ele não pode cair amanhã por um erro que você já devia tê-lo imunizado.
Te garanto que é doloroso você ter que atualizar o seu ambiente com vários hotfixes na fila de espera, pois cada update vai gerar um mini ataque cardíaco em você.

Para realizar procedimento de update até a versão 6.2 do xenserver open source você teria que ir para a CLI (Linha de comando) e aplicar os passos mostrados neste tutorial:
http://support.citrix.com/article/CTX132791

Curiosidade: Na época em que tínhamos que ir para a linha de comando na versão sem licença paga, vários usuários da comunidade elaboraram suas próprias soluções para realização de update do ambiente. E é disso que estou sempre falando: Compartilhamento de conhecimento!!
Olhem os links:
http://discussions.citrix.com/topic/310573-script-to-update-xenserver-with-powershell/
https://www.citrix.com/blogs/2014/09/10/scripting-automating-vm-operations-on-xenserver-using-powershell/
https://www.virtualexperience.no/2012/11/30/ctxupdate-a-powershell-script-to-download-any-citrix-updates/

Felizmente hoje, a partir da versão 6.5 (versão atual até a última atualização deste tutorial), como o código do XenCenter foi liberado (assim como o código de quase todas as partes do XenServer), foi inevitável liberar a opção no GUI do próprio XenCenter para realizar operações de update.
Isso te dá a possibilidade de deixar a cargo do XenCenter baixar as atualizações e automaticamente aplicar e reiniciar (quando for o caso) o host, sem que se precise fazer de forma manual (apesar de ele também disponibilizar a opção de reiniciar o servidor manualmente).

Por padrão, o XenCenter já vem configurado para sempre checar se existem atualizações disponíveis para hosts xen nele conectados.

Quando for tornada disponível a update, ela vai aparecer na aba de notificações do seu XenCenter, e clicando com o botão direito do mouse em cima dela você pode baixar ou obter informações sobre ela. Antes de atualizar, leia o máximo possível sobre a mesma afim de reconhecer os impactos esperados na pré e pós atualização do ambiente.

Antes disso, realize backup de suas informações como metadados do pool, hosts, e VM. Saiba como realizar backup disso tudo neste aqui:

Eu criei um desenho do fluxo processual que me baseio sempre na hora de realizar procedimentos de update em ambientes XenServer, o qual disponibilizo abaixo:

 

update

 

Nele, mostro que devemos sempre checar a criticidade e impactos institucionais e técnicos antes do procedimento de update, após isso será agendada a atualização (se tiver paradas no servidor, deverão ser previamente relatadas), realizar backups do pool, Vms e xen host (quando houver recurso para o último), desabilitar o HA (requisito técnico) e só depois iniciar a atualização.

Alguns procedimentos minuciosos, bem como todo o passo a passo e pré requisitos de configuração necessários para a realização de um processo de update podem ser conferidos neste link da documentação oficial:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-updates/xs-xc-updates-applying.html

Com relação à Upgrades (atualização de versão) no Xenserver, existe a possibilidade de realização do procedimento de maneira live, sem que as Vms parem, claro, se você tiver storage compartilhado. As Vms podem ser migradas de um Xenserver para outro com uma versão igual ou superior da de origem, por exemplo de um xenserver 6.2 para um 6.5. Isso é vantajoso neste tipo de atualização, onde a troca das versões é crucial.

Procedimentos e detalhes técnicos de realização de upgrade em um pool (Rolling Pool Upgrade) você pode continuar a leitura do link que passei anteriormente, até chegar nessa parte:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-updates/xs-xc-upgrade.html

E a mesma imagem para guiar você no processo de update (colocada acima) pode ser usada no processo de upgrade, claro, alterando os detalhes de ordem técnica (na fase de “install update”), mas, o fluxo geral é o mesmo.

Espero que tenha ficado claro para vocês a importância e os procedimentos da documentação oficial que disponibilizei para você.

Grande abraço.

Referências:
http://support.citrix.com/article/CTX132791
http://discussions.citrix.com/topic/310573-script-to-update-xenserver-with-powershell/
https://www.citrix.com/blogs/2014/09/10/scripting-automating-vm-operations-on-xenserver-using-powershell/
https://www.virtualexperience.no/2012/11/30/ctxupdate-a-powershell-script-to-download-any-citrix-updates/
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-updates/xs-xc-updates-applying.html
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-updates/xs-xc-upgrade.html

 

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fev 17, 2016
marllus

P2V / V2V – Conversão de ambientes – XenServer 6.5

Olá, tudo bem?

Hoje falarei sobre P2V e V2V de sistemas operacionais.

Bem, P2V e V2V são termos que remetem à migração de sistemas. E migração (desde antes de cristo – 40 anos de migração dos hebreus a Canaã rs) é um processo doloroso e às vezes dispendioso (de tempo e recursos físicos).

P2V (Physical to Virtual): É usado quando você quer transformar uma máquina física para virtual (Migração de um PC ou notebook para um virtualizador – ex. Xenserver);

V2V (Virtual to Virtual): É usada quando você quer transformar uma máquina virtual em outra virtual (geralmente quando se vai migrar Vms entre Virtualizadores distintos – ex.Vmware->Xenserver)

Bem, em meus tutoriais gosto sempre de explicar o “estado da arte” ou o “alicerce” para construção de seu próprio conhecimento através de informações precisas e minuciosas do ponto estudado. Na minha cabeça, somente um how-to passo-a-passo, sem os porquês, torna-se meramente um “cale a boca e siga-me”.
É por isso que, em quase todos os tutoriais que fiz, quando chego na parte da “mão na massa” posto links com os procedimentos. Se você consegue levantar questões a respeito do que queres fazer e planejar as soluções para tal, até um robô fará o passo a passo.

Te garanto que se sempre seguir este princípio, sua vida mudará, pois os porquês se tornarão cada vez mais frequentes. Lembre-se disso.

Bem, voltando, sem mais delongas, irei apresentar (em passos) como ocorre o processo de migração de uma máquina física ou virtual para uma VM no Xenserver 6.5. Estes procedimentos são genéricos. Os softwares utilizados para realizar as operações podem ser vários. No final, colocarei tutoriais para você seguir que citam ferramentas úteis para a realização dos procedimentos.

1. Criar uma imagem do disco rígido da máquina;
1.1. Neste passo, geralmente se inicia um cd/usb de boot de algum programa de backup (clonezilla, G4L, etc) na máquina e é copiado o disco rígido inteiro, gerando uma imagem no final do processo. Essa imagem deverá ser guardada.

2. Criar uma VM com as mesmas características de CPU, memória RAM, disco rígido e SO (caso tenha template para ela na lista de templates do XenServer – caso contrário utilizar o template other media install).
2.1. Esse passo é bem simples, só não instale nenhum SO na VM. Somente crie-a e deixe lá desligada.

3. Iniciar a VM por cd/usb de boot a partir do mesmo programa que fez backup da máquina de origem e restaurar essa imagem no novo disco que você acabou de criar para a VM.
3.1. Quando o processo de restauração concluir, geralmente ocorre de a VM não conseguir iniciar ainda, pois as informações do initrd/grub (caso a máquina seja GNU/Linux) ainda estão apontando para o kernel antigo.

Se a VM em questão não for GNU/Linux, então pule para o passo 5.

4. Atualizar imagem initrd, grub e caminhos dos discos no /etc/fstab
4.1. Nesta etapa, basicamente, você terá que montar todos os diretórios da VM em chroot a partir de um livecd/usb Linux e então criar uma nova imagem para o initrd.

5. Após isso, você terá uma VM funcional dentro do seu ambiente de virtualização Xenserver.

Somente esses 5 passos são necessários para a migração V2V ou P2V Windows/GNU/Linux onde o destino é o Xenserver 6.5

Passos adicionais são necessários para a otimização da VM, como a conversão da mesma de HVM para PV (modos de virtualização – se não sabe o que é isto clique aqui) e a instalação do xentools (drivers xen para Network/disco – se não sabe o que é clique aqui)

Bem, como falei, esses são os passos genéricos para se subir uma VM em um ambiente de virtualização Xenserver onde a origem era uma VM advinda de um outro sistema de virtualização ou de uma máquina física.

O PDF a seguir, originado de um colega (Germano Dias) da instituição onde trabalho (Universidade Federal do Ceará) irá embasar a parte prática de todas as informações que repassei neste fluxo. Nele é usado o software Clonezilla (GPL) para realizar o backup e restore dos discos.

Baixe aqui o PDF.

Outros tutoriais podem servir como complemento ou até alternativa para esse procedimento:

Tutorial usando o comando dd: http://www.lewan.com/blog/2011/04/14/p2v-conversion-of-linux-virtual-machine-for-xenserver
Outro tutorial usando o clonezilla: http://www.ibm.com/developerworks/br/library/l-clonezilla/
Você pode usar também o programa G4L Ghost 4 Linux para backup do disco (em alternativa ao clonezilla) e que vem no pacote Hiren’s bootCD 15.2: http://www.hiren.info/pages/bootcd

Bom, espero que tenham gostado e até a próxima!
Dúvidas e sugestões serão bem vindas!
Abraços!

 

Referências:
http://www.ibm.com/developerworks/br/library/l-clonezilla/
http://www.lewan.com/blog/2011/04/14/p2v-conversion-of-linux-virtual-machine-for-xenserver
http://www.ppgia.pucpr.br/~jamhour/RSS/TCCRSS08A/Diego%20Lima%20Santos%20-%20Artigo.pdf
http://www.hiren.info/pages/bootcd
http://clonezilla.org/lecture-materials/015_OSC_Tokyo_Spring_2014/slides/OSC2014-Tokyo-Spring.pdf
http://ports.marllus.com/wp-content/uploads/2016/02/GNU-Linux-P2V-e-V2V-para-XenServer-6.5.pdf
http://ports.marllus.com/2016/02/12/o-xenserver-tools-xenserver-6-5
http://ports.marllus.com/2016/02/12/pv-hvm-hvm-com-drivers-pv-pvhvm-pvh-no-xenserver-a-sopa-de-letrinhas-da-virtualizacao
http://www.webartigos.com/artigos/quarenta-anos-da-caminhada-do-povo-de-deus-no-deserto/77137/

 

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fev 17, 2016
marllus

Backup no XenServer 6.5

E aí, tudo certinho?

Bem, hoje o tutorial será sobre backup!

Tão falado, mas tão pouco usado, o backup no XenServer parece ser complicado, mas é mais simples do que se imagina.

Primeiro, existem três níveis de backup no XenServer:

Pool: Esse backup guarda informações a respeito do pool, ou seja, o arquivo gerado por esse backup geralmente é bem pequeno e contém informações a respeito de quais Vms estão em cada host do pool, quantas NICs e quais os Ips dessas NICs, se tem VLAN configurada e quais os storages conectados a ele. Se você “crashar” um pool e ele se perder, esse aquivo permite você criar outro pool idêntico novamente.

Host: Esse backup geralmente é bem grande e contém os dados escritos no disco local do host xen. Não é recomendado você guardar este backup dentro do próprio host, pois o mesmo é bem grande (dependendo da quantidade de dados escritos no disco local do próprio host). Esse backup é interessante quanto se quer ter a instalação do XenServer com todos os patches, updates e alterações em arquivos em diretórios do SO Dom0, ou seja, quando se quer ter o mesmo host xen idêntico ao que era antes, sem maiores trabalhos. A desvantagem disso é que o arquivo gerado será bem maior que um backup de pool.

VM: Esse é o backup quando se quer tirar uma cópia/clone de uma VM. Geralmente se utiliza esse backup quando se quer guardar uma VM completa para ser importada em outro ambiente xenserver ou guardá-la para futuros backups. A vantagem desse procedimento é que, se você quiser uma VM consistente, terá que realizar um backup em um intervalo bem pequeno de tempo. Muitos administradores realizam esse tipo de backup uma vez no ciclo de vida de uma VM e, ao longo do tempo, vai realizando backup do SO (Bacula, por exemplo).

O ideal é se planejar um backup utilizando todos esses níveis, para compor uma solução onde eu tenho tanto a agilidade de recuperação de uma VM, de um host e de um pool. Porém, muitas vezes por falta de recursos disponíveis (lê-se: espaço de armazenamento), elaboramos abordagens que se focam mais em backups de pool e Vms, pois a partir desses dois, pode se construir novamente um pool falhado. A janela de recuperação, nesse caso, será um pouco menor, mas, dependendo do nível de criticidade do ambiente, tende a ser aceitável.

As possibilidades são inúmeras e se diferenciam para cada ambiente. O “know-how” do backup é definir o planejamento dele. Após isso, só passo-a-passo.
Para compor sua solução open source de backup, sugiro pesquisar sobre o software Bacula: http://blog.bacula.org/about-bacula/what-is-bacula/

Os procedimentos para realização dos diversos tipos de backup no Xenserver está disponível na documentação oficial, a qual se encontra aqui:
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#backups

Abraços e espero que tenham gostado da explicação sobre os níveis de backup existentes no Xenserver!

Referências:
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#backups
http://blog.bacula.org/about-bacula/what-is-bacula/

 

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fev 17, 2016
marllus

Criando SRs (Storage Repository) no XenServer 6.5

Olá, pessoa! Tudo bem com você?

Bem, hoje falarei sobre os repositórios de armazenamento (SR – Storage Repository).
Existem três tipos de mapeamentos de armazenamento físico (SR) para um VDI, são eles:

VHD baseado em volume lógico (LVM) em uma LUN: Nesse caso, a LUN é fornecida como um dispositivo de bloco para o XenServer. Nesta LUN serão criados os VHDs que correspondem aos VDIs das VM’s. Os VDIs são representado como volumes e guardados em formato VHD. A conexão para a LUN pode ser através de Fiber Channel (SR do tipo LVMoHBA), iSCSI (SR do tipo LVMoiSCSI), SAS (SR do tipo LVMoHBA) ou ainda criada localmente no host XenServer (SR local do Tipo Local LVM).

VHD baseado em arquivo em um sistema de arquivo: Nesse caso, o SR é criado a partir de algum compartilhamento NFS ou local (do tipo EXT). Neste SR, as VMs são criadas como VHDs, ocupando somente o espaço de escrita “naquele momento”, ou seja, são thin-provisioned.

LUN por VDI: Neste caso, você espeta diretamente a LUN na VM. Então, a LUN será o próprio VDI da VM. Ela escreverá diretamente na LUN, que pode estar guardada em um storage SAN, por exemplo.

Para resumir os três tipos de SR e em que casos são utilizados:

SR Volume-Based: Local LVM, iSCSI/FC/SAS.
SR File-Based: Local EXT, NFS.

VDI é uma abstração de um Hard Disk Drive (Drive de disco rígido). O formato padrão dessa abstração é o VHD (Virtual Hard Disk), que é o mesmo padrão que a Microsoft utiliza para os discos virtuais no Hyper-v (Hypervisor que ela mantém). Nesse VHD contém tudo que um HDD conteria: tabelas de partições, metadados referentes ao tamanho do dispositivo de bloco, cilindros, etc.
Como a Microsoft liberou as especificações desse padrão para a comunidade, o xensource (consequemente o Xenserver – a partir da versão 5.5 update 2) o adotou para compor o formato padrão de VDI.

Portanto, quando você criar um VDI ele será gravado, por padrão, no formato VHD. Além desse formato existe também o RAW (pior performance) que você pode escolher utilizando a linha de comando (apenas) do próprio XenServer. A menos que seja um caso específico, não recomendo utilizar raw.

Com relação ao LVM e File, vai depender do tipo de armazenamento físico que você usará para ser SR no seu ambiente. Como falei anteriormente, se for utilizar iSCSI/FC/SAS ou uma partição local como LVM, você irá utilizar VHD em formato LVM. Porém, se utilizar um compartilhamento NFS como seu SR ou uma partição local formatada como EXT, os VHDs guardados nesses locais serão no formato de arquivo (File).

Agora vem a pergunta: Qual a diferença do LVM para o File? Bem, se você não leu meu artigo sobre snapshots, recomendo que leia aqui.
Mas, a diferença é que VDIs escritos em SR do tipo LVM são thick-provisioned. Já os escritos em SR do tipo File são thin-provisioned.
Para entender como funcionam esses dois “modelos” de escrita em disco, recomendo a leitura sobre isso no blog do Cleriston: http://cleriston.com.br/post/19582513172/thick-or-thin-provisioning

Quando eu estava escrevendo esse artigo, li sobre o lançamento da nova versão do Xenserver (7 – Dundee). Descobri que o mesmo vai vir com a opção de usar thin-provisioning em SR do tipo LVM. É um avanço, sem dúvidas (desde à versão 5.5 a comunidade aguarda essa feature). Porém, muito cuidado ao utilizar thin-provisioning no lado do hypervisor, pois, lembre-se que o espaço consumido no SR sempre é o que está escrito nos discos virtuais do seu ambiente naquele momento, e nunca o tamanho total desses discos. Isso abre a possibilidade de você criar, sem problemas, discos de tamanhos que, se somados, podem passar do total da capacidade física.
Imagine isso acontecendo e todos os discos virtuais atingindo sua capacidade máxima.
Dados vão para o ar! Ou melhor: pro limbo. Cuidado.

A descrição para a criação de vários tipos de SR está disponível na documentação oficial, a qual você pode conferir aqui:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-storage/xs-xc-storage-pools-add.html

Grande abraço e espero que tenha ensinado de forma satisfatória sobre os pontos inerentes ao SR.

Referências:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-storage/xs-xc-storage-pools-add.html
http://support.citrix.com/article/CTX125884
https://en.wikipedia.org/wiki/Connectix
http://serverfault.com/questions/277294/what-kvm-disk-type-to-use
http://xenserver.org/discuss-virtualization/virtualization-blog/entry/xenserver-dundee-beta-1-available.html
http://cleriston.com.br/post/19582513172/thick-or-thin-provisioning
http://ports.marllus.com/2016/02/14/snapshots-no-xenserver-6-5
http://support.citrix.com/article/CTX138342

 

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fev 17, 2016
marllus

Entendendo templates – Xenserver 6.5

Olá, td bem?

O assunto agora é sobre templates.
Template => modelo, padrão;

Uma VM é um recipiente de software (muitas vezes chamada de Guest) que contém informações a respeito de CPU, sistema operacional, memória RAM e recursos de rede. Esta VM funciona “em cima” do hypervisor Xen.
Pois bem, um template nada mais é que uma VM encapsulada em um arquivo e que contém todas as informações (metadados) para seu rápido provisionamento. Por exemplo, uma destas informações pode ser o tamanho padrão do disco rígido que irá ser criado para ela, ou o máximo de RAM que poderá ser atribuída a ela ou quantos CPUs a VM terá. com estas informações, a criação de VMs fica muito mais rápida para o administrador.

Outro benefício é que, além dos templates padrão que o XenServer disponibiliza de vários sistemas operacionais, você também pode criar/deletar outros novos templates.

Mas, por que devo criar templates se o XenServer já me disponbiliza vários?

Te respondo com um exemplo: Você criou uma VM e teve o maior trabalho para configurar certinho um LAMP (Linux+Apache+MySQL+PHP). Tempos depis, na empresa que você trabalha você foi solicitado para entregar uma máquina com estas mesmas configurações. Neste caso, não é preciso criar a VM e configurar na unha todos os serviços novamente. Basta gerar um template a partir da VM que você criou (e no momento após a configuração de todos os serviços). Daí, a partir deste template, você criará (replicará) uma VM idêntica à original, depois é só alterar o nome dela, alterar o IP ou outras configurações e entregar ao setor que a solicitou.
Massa né?

A figura abaixo mostra qual as características dos templates e como podem ser usados, com base no exemplo que usei.

 

 photo templates_zpsh12h7izn.png

Existem 4 formas de se criar templates no XenServer, através do XenCenter:
– Fazendo a cópia de um template existente;
– Convertendo uma VM existente em um template (olha o exemplo que citei);
– Salvando uma cópia de um snapshot de uma VM em um template;
– Importando um template de uma VM (em arquivo .xva) que foi exportado de um template existente ou snapshot de uma VM;

Todo o procedimento de cada um dos passos é descrito neste link (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms/xs-xc-templates-new.html).
Qualquer dúvida, só postar nos comentários ou no fórum xen-br@googlegroups.com.

Existe como também você editar templates existentes no XenServer (como os templates prontos que já vem por padrão no XenServer). Por exemplo, neste artigo da Citrix (http://support.citrix.com/article/CTX126320) é descrito como você pode alterar o limite máximo de memória suportada para uma VM, que no caso do artigo, era de no máximo 16GB.

OBS: Um ponto importante para ser dito é sobre a questão da cópia de um template ou de uma VM existente (primeira opção na lista de ser criar templates que citei acima). Nesta cópia existem dois mecanismos: A cópia completa (full copy) e a clone rápido (fast clone). Muito cuidado ao copiar como fast clone. Eu recomendo antes de o fazer, saber usá-lo e evitar futuras dores de cabeça.
Para complementar, recomendo a leitura deste tutorial, onde explico sobre os tipos de snapshots.

Abraços e até+!

 

Referências:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms/xs-xc-templates-new.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html
http://support.citrix.com/article/CTX126320
http://blogs.citrix.com/2012/05/03/creating-vms-from-templates-in-xenserver-creates-a-fast-clone/

 

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Este trabalho de Marllus, está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

fev 17, 2016
marllus

Docker no XenServer 6.5

Olá, td bem?

Esse post é sobre Docker, porém, como o objetivo desta série de tutoriais do “Guia Zen do XenServer” é falar sobre XenServer e virtualização não vou explicar o porquê de utilizar containers e a importância de sua aplicação em ambientes de desenvolvimentos de software, mesmo sabendo que docker (o “boom” do momento) é bem importante e cada vez mais utilizado por grandes empresas.

Se você quiser entender o que é Docker e containers, veja esse vídeo que explica sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=0cDj7citEjE

É importante ressaltar também que o XenServer consegue gerenciar instalações Docker em VMs dentro do seu ambiente de virtualização. Consequentemente, o docker, neste caso, ainda vai ter o overhead do hypervisor, pois ele não é instalado direto no hardware, como exemplifica o conceito de container.

Informações a respeito dos benefícios de se gerenciar Docker pelo XenServer (diretamente pelo XenCenter) e o passo a passo sobre como instalar o “Container Management Supplemental pack” (pack de software para gerenciar docker) para permitir todo o resto além da instalação do coreOS (e outros Guests), está disponível nestes links:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-configuring/xs-xc-vms-container-manage.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/guest.html#container_management

Um vídeo interessante que demonstra a integração do Docker no Xenserver.
https://www.youtube.com/watch?v=sUBluy3u3Mo

Abraços e até+!

 

Referências:
https://www.youtube.com/watch?v=0cDj7citEjE
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-configuring/xs-xc-vms-container-manage.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/guest.html#container_management
https://www.youtube.com/watch?v=sUBluy3u3Mo

 

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fev 17, 2016
marllus

Snapshots no XenServer 6.5

E aí, tranquilo?

Mas o que são snapshots? São arquivinhos (vou chamá-los assim) que possuem informações a respeito de um ponto na vida de uma VM. Essa informação serve para o administrador XenServer, por exemplo, voltar para um momento em que ele fez uma alteração na VM, como em uma pós configuração de um serviço PHP ou antes de uma trágica atualização de sistema (kernel panic, huuuuuuu).
Lembre do ponto de restauração presente no Windows. É praticamente a mesma lógica.

Os snapshots ajudam bastante em tarefas como estas, como “voltar” uma VM no tempo (de volta para o futuro e mart macflein) além de ser uma mão-na-roda para a realização de backups completos dela.
Para o caso de backups, eles são usados para complementar o processo de backup à quente (sem desligar a VM). Um dos métodos seria: Primeiro é tirado o snapshot da VM, depois a partir do snapshot é realizado uma cópia completa para um arquivo único de backup (.xva).

Porém, Snapshot, como muita gente acha, não é backup, de fato. Snapshot é informação da VM em um momento, ou seja, esse arquivinho grava os metadados da VM (cpu, ram, network, etc.) e o ponteiro que aponta para uma região do vDisk da VM naquele instante de tempo em que foi tirado o snapshot. Esse arquivo é realmente pequenininho.
Se você excluir sem querer um vDisk de uma VM e tentar recuperá-lo por meio de um snapshot, sinto muito meu amigo, ele não vai voltar no tempo trazendo o disco de volta, pois neste caso o próprio disco foi excluído. Como falei: Snapshot não é backup. Ele pode complementar um.

Então, você deve estar pensando, como esse arquivinho é pequeno, vou tirar vários snaphots a cada 2 segundos para ter todos os instantes de tempo da minha VM e voltar na hora que eu precisar!! ahahah
Maninho, não faça isso.
O motivo? Quando você tira um snapshot, outro disco (VDI – Virtual Disk Image) é criado na sequência, gerando uma espécie de árvore (com pai, filho, neto…), e caso o seu SR (Storage Repository) seja baseado em volume (LVM) esse novo disco ocupará um espaço bem relevante!

Para melhor explicar, desenhei o que acontece no SR (espaço consumido) em um ambiente XenServer quando se cria um snapshot de uma VM, quando o SR é iSCSI/FC ou Local LVM (onde os VDIs guardados estão em uma estrutura LVM) e quando é NFS ou Local EXT (onde os VDIs são guardados como arquivos VHD sem LVM).

Para SR’s baseado em volume (iSCSI/FC, Local LVM):


Para SR’s baseado em arquivo (NFS, Local EXT):

 

Destas representações gráficas, podemos deduzir, de forma clara, que:

– Você deve se preocupar com o espaço alocado ao criar um snapshot quando estiver utilizando SR’s baseados em volume (Local LVM, iSCSI/FC).

Fique sempre ligado na seguinte fórmula do custo para se criar um snapshot:

Custo (espaço gerado no SR após snapshot) = Dados escritos no disco atual + Tamanho do disco;

Informações a respeito de criação, gerenciamento, exclusão, importação e exportação de snapshots você pode conferir nestes links:

(Xencenter GUI)
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-snapshots/xs-xc-vms-snapshots-take.html

(Linha de comando)
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#id555786

Bem, de forma rápida expliquei qual o impacto da criação de snapshots em determinados tipos SR’s. Com essa informação, você já vai ter uma boa noção técnica para trabalhar com esses “arquivinhos”.
Porém, o assunto não acaba por aqui. Se você quiser aprender mais sobre eles, como o que acontece quando snapshots são excluídos (coalescing) e o espaço gerado por esta operação, o limite de criação de snapshots e o porquê disso, além de outras informações “ninjas” (como o porque de não ser possível excluir um snapshot por falta de espaço no xen host) você pode conferir nos links da referência (principalmente aqui e aqui).

Até mais e grande abraço!

 

Referências:
http://avpaul.blogspot.com.br/2012/05/xenserver-losing-space-on-sr-and.html
https://techblog.jeppson.org/2015/02/reclaim-lost-space-xenserver-6-5/
https://community.spiceworks.com/topic/319881-citrix-xenserver-6-0-2-out-of-disk-space
http://pt.slideshare.net/davidmcg/top-troubleshooting-tips-and-techniques-for-citrix-xenserver-deployments
http://discussions.citrix.com/topic/355832-how-to-reclaim-disk-space-from-deleted-snapshots-on-xenserver-62/
https://support.citrix.com/servlet/KbServlet/download/21626-102-714437/XenServer_Understanding_Snapshots.pdf
http://xapi-project.github.io/features/snapshots/snapshots.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#id555786
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-snapshots/xs-xc-vms-snapshots-take.html

 

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fev 17, 2016
marllus

Importação/Exportação de VMs no XenServer 6.5

Olá, td bem?

Hoje o tema é sobre exportação e importação de VMs no XenServer.

Para exemplificar os formatos aceitos na exportação, vou colocar cada um como tópico e logo abaixo as situações preferidas para utilizá-lo.

OVA/OVF (Formatos abertos – muitos hypervisors o utilizam):

  • – Compartilhar vApps e VMs com outros plataformas de virtualização que suportam OVF;
  • – Salvar mais que uma VM de uma vez;
  • – Garantir um vApp ou VM de corrupção e falsificação;
  • – Simplificar a distribuição de um vApp armazenando um pacote OVF em um arquivo OVA;

XVA (Formato do próprio XenServer – também aberto):

  • – Compartilhar VMs com versões do XenServer anteriores à 6.0 (mas que também funciona em versões posteriores);
    – Importar/Exportar VMs por meio de scritps via linha de comando (CLI);

Importação e exportação de VMs pode ocorrer entre hypervisors XenServer bem como de outros hypervisors para o XenServer. Quando você for importar para o XenServer uma VM que foi exportada de um outro hypervisor (ex. VMware, Hyper-V, VirtualBox, etc.) você terá que rodar um sistema de verificação e correção de erros de boot que vem por padrão oferecido pelo XenServer. Basicamente é uma .iso chamada “Operating System Fixup tool”. É ela que tentará garantir a interoperabilidade (compatibilidade) no boot de uma VM “estrangeira” dentro do XenServer.

Mas, que tipo de bruxaria essa ferramenta de Fixup faz com as VMs?

“Simples”, quando a VM é iniciada, arrancando a .iso no boot, a ferramenta Fixup vai ver qual o sistema operacional da VM, se Windows ou GNU/Linux. Caso seja Windows, a ferramenta vai selecionar drivers genéricos críticos de boot da própria base de dados do sistema operacional e registrar para o boot da VM. Caso seja GNU/Linux, a ferramenta vai entrar no arquivo do GRUB e alterar as referências para os discos de inicialização de SCSI para IDE (ex. /dev/sda1 -> /dev/hda1). Outra coisa que a ferramenta faz é retirar ou desabilitar ferramentas de boot ou virtualização vindas de outros hypevisors e que podem comprometer o desempenho no XenServer.
OBS: Neste caso do Fixup, a VM é readequada, não convertida.

Outra informação importante é que em cada processo de importação ou exportação de uma VM como OVF/OVA e/ou imagem de disco (VHD e VMDK) entre o Xenserver e o local onde estão os arquivos, é feita uma intermediação entre a cópia origem-destino.
Como assim?
Sempre que uma VM, neste caso citado, é importada ou exportada, é criada uma VM (chamada “TransferVM”) para receber os dados do(s) disco(s) dela, aos poucos estes dados vão sendo transferidos para o disco/arquivo de origem. Pense na TransferVM como um firewall que filtra tudo que está passando entre uma origem (que pode ser um SR no Xenserver) e destino (que pode ser um compartilhamento NFS).

Para import/export de VMs entre repositórios remotos, você deve configurar os parâmetros de network que aparecerá na tela para TransferVM.
Caso o import/export seja localmente (de uma VM para um repositorório local do XenServer) a TransferVM é criada mas não é pedido nenhum IP. Ele já assume que está na mesma network.

Para saber como realizar importação, exportação, conhecer detalhes dos formatos disponíveis e configurações extras, pode clicar neste link (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-1/xs-xc-vms-exportimport/xs-xc-vms-exportimport-about.html).

Vídeos sobre procedimentos:

Citrix Xenserver VM Import and Export:
https://www.youtube.com/watch?v=XcHbOF-D-l0
Citrix XenServer – Step by Step – 5. part -Import & Export Virtual machine: https://www.youtube.com/watch?v=nZ4D0w0V8g8
Citrix XenServer 6 – Copying, Importing, Exporting, and Moving VMs:
https://www.youtube.com/watch?v=E5KnWR2JbrU
Importando uma Máquina Virtual (VM) no Citrix XenCenter:
https://www.youtube.com/watch?v=qhtBQgy-vmA
Citrix XenServer VM-Export:
https://www.youtube.com/watch?v=OWaca8gEIJ8

 

Referências:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-1/xs-xc-vms-exportimport/xs-xc-vms-exportimport-about.html
http://support.citrix.com/article/CTX124961
https://www.youtube.com/watch?v=XcHbOF-D-l0
https://www.youtube.com/watch?v=nZ4D0w0V8g8
https://www.youtube.com/watch?v=E5KnWR2JbrU
https://www.youtube.com/watch?v=qhtBQgy-vmA
https://www.youtube.com/watch?v=OWaca8gEIJ8

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