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fev 17, 2016
marllus

P2V / V2V – Conversão de ambientes – XenServer 6.5

Olá, tudo bem?

Hoje falarei sobre P2V e V2V de sistemas operacionais.

Bem, P2V e V2V são termos que remetem à migração de sistemas. E migração (desde antes de cristo – 40 anos de migração dos hebreus a Canaã rs) é um processo doloroso e às vezes dispendioso (de tempo e recursos físicos).

P2V (Physical to Virtual): É usado quando você quer transformar uma máquina física para virtual (Migração de um PC ou notebook para um virtualizador – ex. Xenserver);

V2V (Virtual to Virtual): É usada quando você quer transformar uma máquina virtual em outra virtual (geralmente quando se vai migrar Vms entre Virtualizadores distintos – ex.Vmware->Xenserver)

Bem, em meus tutoriais gosto sempre de explicar o “estado da arte” ou o “alicerce” para construção de seu próprio conhecimento através de informações precisas e minuciosas do ponto estudado. Na minha cabeça, somente um how-to passo-a-passo, sem os porquês, torna-se meramente um “cale a boca e siga-me”.
É por isso que, em quase todos os tutoriais que fiz, quando chego na parte da “mão na massa” posto links com os procedimentos. Se você consegue levantar questões a respeito do que queres fazer e planejar as soluções para tal, até um robô fará o passo a passo.

Te garanto que se sempre seguir este princípio, sua vida mudará, pois os porquês se tornarão cada vez mais frequentes. Lembre-se disso.

Bem, voltando, sem mais delongas, irei apresentar (em passos) como ocorre o processo de migração de uma máquina física ou virtual para uma VM no Xenserver 6.5. Estes procedimentos são genéricos. Os softwares utilizados para realizar as operações podem ser vários. No final, colocarei tutoriais para você seguir que citam ferramentas úteis para a realização dos procedimentos.

1. Criar uma imagem do disco rígido da máquina;
1.1. Neste passo, geralmente se inicia um cd/usb de boot de algum programa de backup (clonezilla, G4L, etc) na máquina e é copiado o disco rígido inteiro, gerando uma imagem no final do processo. Essa imagem deverá ser guardada.

2. Criar uma VM com as mesmas características de CPU, memória RAM, disco rígido e SO (caso tenha template para ela na lista de templates do XenServer – caso contrário utilizar o template other media install).
2.1. Esse passo é bem simples, só não instale nenhum SO na VM. Somente crie-a e deixe lá desligada.

3. Iniciar a VM por cd/usb de boot a partir do mesmo programa que fez backup da máquina de origem e restaurar essa imagem no novo disco que você acabou de criar para a VM.
3.1. Quando o processo de restauração concluir, geralmente ocorre de a VM não conseguir iniciar ainda, pois as informações do initrd/grub (caso a máquina seja GNU/Linux) ainda estão apontando para o kernel antigo.

Se a VM em questão não for GNU/Linux, então pule para o passo 5.

4. Atualizar imagem initrd, grub e caminhos dos discos no /etc/fstab
4.1. Nesta etapa, basicamente, você terá que montar todos os diretórios da VM em chroot a partir de um livecd/usb Linux e então criar uma nova imagem para o initrd.

5. Após isso, você terá uma VM funcional dentro do seu ambiente de virtualização Xenserver.

Somente esses 5 passos são necessários para a migração V2V ou P2V Windows/GNU/Linux onde o destino é o Xenserver 6.5

Passos adicionais são necessários para a otimização da VM, como a conversão da mesma de HVM para PV (modos de virtualização – se não sabe o que é isto clique aqui) e a instalação do xentools (drivers xen para Network/disco – se não sabe o que é clique aqui)

Bem, como falei, esses são os passos genéricos para se subir uma VM em um ambiente de virtualização Xenserver onde a origem era uma VM advinda de um outro sistema de virtualização ou de uma máquina física.

O PDF a seguir, originado de um colega (Germano Dias) da instituição onde trabalho (Universidade Federal do Ceará) irá embasar a parte prática de todas as informações que repassei neste fluxo. Nele é usado o software Clonezilla (GPL) para realizar o backup e restore dos discos.

Baixe aqui o PDF.

Outros tutoriais podem servir como complemento ou até alternativa para esse procedimento:

Tutorial usando o comando dd: http://www.lewan.com/blog/2011/04/14/p2v-conversion-of-linux-virtual-machine-for-xenserver
Outro tutorial usando o clonezilla: http://www.ibm.com/developerworks/br/library/l-clonezilla/
Você pode usar também o programa G4L Ghost 4 Linux para backup do disco (em alternativa ao clonezilla) e que vem no pacote Hiren’s bootCD 15.2: http://www.hiren.info/pages/bootcd

Bom, espero que tenham gostado e até a próxima!
Dúvidas e sugestões serão bem vindas!
Abraços!

 

Referências:
http://www.ibm.com/developerworks/br/library/l-clonezilla/
http://www.lewan.com/blog/2011/04/14/p2v-conversion-of-linux-virtual-machine-for-xenserver
http://www.ppgia.pucpr.br/~jamhour/RSS/TCCRSS08A/Diego%20Lima%20Santos%20-%20Artigo.pdf
http://www.hiren.info/pages/bootcd
http://clonezilla.org/lecture-materials/015_OSC_Tokyo_Spring_2014/slides/OSC2014-Tokyo-Spring.pdf
http://ports.marllus.com/wp-content/uploads/2016/02/GNU-Linux-P2V-e-V2V-para-XenServer-6.5.pdf
http://ports.marllus.com/2016/02/12/o-xenserver-tools-xenserver-6-5
http://ports.marllus.com/2016/02/12/pv-hvm-hvm-com-drivers-pv-pvhvm-pvh-no-xenserver-a-sopa-de-letrinhas-da-virtualizacao
http://www.webartigos.com/artigos/quarenta-anos-da-caminhada-do-povo-de-deus-no-deserto/77137/

 

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fev 17, 2016
marllus

Backup no XenServer 6.5

E aí, tudo certinho?

Bem, hoje o tutorial será sobre backup!

Tão falado, mas tão pouco usado, o backup no XenServer parece ser complicado, mas é mais simples do que se imagina.

Primeiro, existem três níveis de backup no XenServer:

Pool: Esse backup guarda informações a respeito do pool, ou seja, o arquivo gerado por esse backup geralmente é bem pequeno e contém informações a respeito de quais Vms estão em cada host do pool, quantas NICs e quais os Ips dessas NICs, se tem VLAN configurada e quais os storages conectados a ele. Se você “crashar” um pool e ele se perder, esse aquivo permite você criar outro pool idêntico novamente.

Host: Esse backup geralmente é bem grande e contém os dados escritos no disco local do host xen. Não é recomendado você guardar este backup dentro do próprio host, pois o mesmo é bem grande (dependendo da quantidade de dados escritos no disco local do próprio host). Esse backup é interessante quanto se quer ter a instalação do XenServer com todos os patches, updates e alterações em arquivos em diretórios do SO Dom0, ou seja, quando se quer ter o mesmo host xen idêntico ao que era antes, sem maiores trabalhos. A desvantagem disso é que o arquivo gerado será bem maior que um backup de pool.

VM: Esse é o backup quando se quer tirar uma cópia/clone de uma VM. Geralmente se utiliza esse backup quando se quer guardar uma VM completa para ser importada em outro ambiente xenserver ou guardá-la para futuros backups. A vantagem desse procedimento é que, se você quiser uma VM consistente, terá que realizar um backup em um intervalo bem pequeno de tempo. Muitos administradores realizam esse tipo de backup uma vez no ciclo de vida de uma VM e, ao longo do tempo, vai realizando backup do SO (Bacula, por exemplo).

O ideal é se planejar um backup utilizando todos esses níveis, para compor uma solução onde eu tenho tanto a agilidade de recuperação de uma VM, de um host e de um pool. Porém, muitas vezes por falta de recursos disponíveis (lê-se: espaço de armazenamento), elaboramos abordagens que se focam mais em backups de pool e Vms, pois a partir desses dois, pode se construir novamente um pool falhado. A janela de recuperação, nesse caso, será um pouco menor, mas, dependendo do nível de criticidade do ambiente, tende a ser aceitável.

As possibilidades são inúmeras e se diferenciam para cada ambiente. O “know-how” do backup é definir o planejamento dele. Após isso, só passo-a-passo.
Para compor sua solução open source de backup, sugiro pesquisar sobre o software Bacula: http://blog.bacula.org/about-bacula/what-is-bacula/

Os procedimentos para realização dos diversos tipos de backup no Xenserver está disponível na documentação oficial, a qual se encontra aqui:
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#backups

Abraços e espero que tenham gostado da explicação sobre os níveis de backup existentes no Xenserver!

Referências:
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#backups
http://blog.bacula.org/about-bacula/what-is-bacula/

 

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fev 17, 2016
marllus

Criando SRs (Storage Repository) no XenServer 6.5

Olá, pessoa! Tudo bem com você?

Bem, hoje falarei sobre os repositórios de armazenamento (SR – Storage Repository).
Existem três tipos de mapeamentos de armazenamento físico (SR) para um VDI, são eles:

VHD baseado em volume lógico (LVM) em uma LUN: Nesse caso, a LUN é fornecida como um dispositivo de bloco para o XenServer. Nesta LUN serão criados os VHDs que correspondem aos VDIs das VM’s. Os VDIs são representado como volumes e guardados em formato VHD. A conexão para a LUN pode ser através de Fiber Channel (SR do tipo LVMoHBA), iSCSI (SR do tipo LVMoiSCSI), SAS (SR do tipo LVMoHBA) ou ainda criada localmente no host XenServer (SR local do Tipo Local LVM).

VHD baseado em arquivo em um sistema de arquivo: Nesse caso, o SR é criado a partir de algum compartilhamento NFS ou local (do tipo EXT). Neste SR, as VMs são criadas como VHDs, ocupando somente o espaço de escrita “naquele momento”, ou seja, são thin-provisioned.

LUN por VDI: Neste caso, você espeta diretamente a LUN na VM. Então, a LUN será o próprio VDI da VM. Ela escreverá diretamente na LUN, que pode estar guardada em um storage SAN, por exemplo.

Para resumir os três tipos de SR e em que casos são utilizados:

SR Volume-Based: Local LVM, iSCSI/FC/SAS.
SR File-Based: Local EXT, NFS.

VDI é uma abstração de um Hard Disk Drive (Drive de disco rígido). O formato padrão dessa abstração é o VHD (Virtual Hard Disk), que é o mesmo padrão que a Microsoft utiliza para os discos virtuais no Hyper-v (Hypervisor que ela mantém). Nesse VHD contém tudo que um HDD conteria: tabelas de partições, metadados referentes ao tamanho do dispositivo de bloco, cilindros, etc.
Como a Microsoft liberou as especificações desse padrão para a comunidade, o xensource (consequemente o Xenserver – a partir da versão 5.5 update 2) o adotou para compor o formato padrão de VDI.

Portanto, quando você criar um VDI ele será gravado, por padrão, no formato VHD. Além desse formato existe também o RAW (pior performance) que você pode escolher utilizando a linha de comando (apenas) do próprio XenServer. A menos que seja um caso específico, não recomendo utilizar raw.

Com relação ao LVM e File, vai depender do tipo de armazenamento físico que você usará para ser SR no seu ambiente. Como falei anteriormente, se for utilizar iSCSI/FC/SAS ou uma partição local como LVM, você irá utilizar VHD em formato LVM. Porém, se utilizar um compartilhamento NFS como seu SR ou uma partição local formatada como EXT, os VHDs guardados nesses locais serão no formato de arquivo (File).

Agora vem a pergunta: Qual a diferença do LVM para o File? Bem, se você não leu meu artigo sobre snapshots, recomendo que leia aqui.
Mas, a diferença é que VDIs escritos em SR do tipo LVM são thick-provisioned. Já os escritos em SR do tipo File são thin-provisioned.
Para entender como funcionam esses dois “modelos” de escrita em disco, recomendo a leitura sobre isso no blog do Cleriston: http://cleriston.com.br/post/19582513172/thick-or-thin-provisioning

Quando eu estava escrevendo esse artigo, li sobre o lançamento da nova versão do Xenserver (7 – Dundee). Descobri que o mesmo vai vir com a opção de usar thin-provisioning em SR do tipo LVM. É um avanço, sem dúvidas (desde à versão 5.5 a comunidade aguarda essa feature). Porém, muito cuidado ao utilizar thin-provisioning no lado do hypervisor, pois, lembre-se que o espaço consumido no SR sempre é o que está escrito nos discos virtuais do seu ambiente naquele momento, e nunca o tamanho total desses discos. Isso abre a possibilidade de você criar, sem problemas, discos de tamanhos que, se somados, podem passar do total da capacidade física.
Imagine isso acontecendo e todos os discos virtuais atingindo sua capacidade máxima.
Dados vão para o ar! Ou melhor: pro limbo. Cuidado.

A descrição para a criação de vários tipos de SR está disponível na documentação oficial, a qual você pode conferir aqui:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-storage/xs-xc-storage-pools-add.html

Grande abraço e espero que tenha ensinado de forma satisfatória sobre os pontos inerentes ao SR.

Referências:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-storage/xs-xc-storage-pools-add.html
http://support.citrix.com/article/CTX125884
https://en.wikipedia.org/wiki/Connectix
http://serverfault.com/questions/277294/what-kvm-disk-type-to-use
http://xenserver.org/discuss-virtualization/virtualization-blog/entry/xenserver-dundee-beta-1-available.html
http://cleriston.com.br/post/19582513172/thick-or-thin-provisioning
http://ports.marllus.com/2016/02/14/snapshots-no-xenserver-6-5
http://support.citrix.com/article/CTX138342

 

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fev 17, 2016
marllus

Entendendo templates – Xenserver 6.5

Olá, td bem?

O assunto agora é sobre templates.
Template => modelo, padrão;

Uma VM é um recipiente de software (muitas vezes chamada de Guest) que contém informações a respeito de CPU, sistema operacional, memória RAM e recursos de rede. Esta VM funciona “em cima” do hypervisor Xen.
Pois bem, um template nada mais é que uma VM encapsulada em um arquivo e que contém todas as informações (metadados) para seu rápido provisionamento. Por exemplo, uma destas informações pode ser o tamanho padrão do disco rígido que irá ser criado para ela, ou o máximo de RAM que poderá ser atribuída a ela ou quantos CPUs a VM terá. com estas informações, a criação de VMs fica muito mais rápida para o administrador.

Outro benefício é que, além dos templates padrão que o XenServer disponibiliza de vários sistemas operacionais, você também pode criar/deletar outros novos templates.

Mas, por que devo criar templates se o XenServer já me disponbiliza vários?

Te respondo com um exemplo: Você criou uma VM e teve o maior trabalho para configurar certinho um LAMP (Linux+Apache+MySQL+PHP). Tempos depis, na empresa que você trabalha você foi solicitado para entregar uma máquina com estas mesmas configurações. Neste caso, não é preciso criar a VM e configurar na unha todos os serviços novamente. Basta gerar um template a partir da VM que você criou (e no momento após a configuração de todos os serviços). Daí, a partir deste template, você criará (replicará) uma VM idêntica à original, depois é só alterar o nome dela, alterar o IP ou outras configurações e entregar ao setor que a solicitou.
Massa né?

A figura abaixo mostra qual as características dos templates e como podem ser usados, com base no exemplo que usei.

 

 photo templates_zpsh12h7izn.png

Existem 4 formas de se criar templates no XenServer, através do XenCenter:
– Fazendo a cópia de um template existente;
– Convertendo uma VM existente em um template (olha o exemplo que citei);
– Salvando uma cópia de um snapshot de uma VM em um template;
– Importando um template de uma VM (em arquivo .xva) que foi exportado de um template existente ou snapshot de uma VM;

Todo o procedimento de cada um dos passos é descrito neste link (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms/xs-xc-templates-new.html).
Qualquer dúvida, só postar nos comentários ou no fórum xen-br@googlegroups.com.

Existe como também você editar templates existentes no XenServer (como os templates prontos que já vem por padrão no XenServer). Por exemplo, neste artigo da Citrix (http://support.citrix.com/article/CTX126320) é descrito como você pode alterar o limite máximo de memória suportada para uma VM, que no caso do artigo, era de no máximo 16GB.

OBS: Um ponto importante para ser dito é sobre a questão da cópia de um template ou de uma VM existente (primeira opção na lista de ser criar templates que citei acima). Nesta cópia existem dois mecanismos: A cópia completa (full copy) e a clone rápido (fast clone). Muito cuidado ao copiar como fast clone. Eu recomendo antes de o fazer, saber usá-lo e evitar futuras dores de cabeça.
Para complementar, recomendo a leitura deste tutorial, onde explico sobre os tipos de snapshots.

Abraços e até+!

 

Referências:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms/xs-xc-templates-new.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html
http://support.citrix.com/article/CTX126320
http://blogs.citrix.com/2012/05/03/creating-vms-from-templates-in-xenserver-creates-a-fast-clone/

 

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fev 17, 2016
marllus

Docker no XenServer 6.5

Olá, td bem?

Esse post é sobre Docker, porém, como o objetivo desta série de tutoriais do “Guia Zen do XenServer” é falar sobre XenServer e virtualização não vou explicar o porquê de utilizar containers e a importância de sua aplicação em ambientes de desenvolvimentos de software, mesmo sabendo que docker (o “boom” do momento) é bem importante e cada vez mais utilizado por grandes empresas.

Se você quiser entender o que é Docker e containers, veja esse vídeo que explica sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=0cDj7citEjE

É importante ressaltar também que o XenServer consegue gerenciar instalações Docker em VMs dentro do seu ambiente de virtualização. Consequentemente, o docker, neste caso, ainda vai ter o overhead do hypervisor, pois ele não é instalado direto no hardware, como exemplifica o conceito de container.

Informações a respeito dos benefícios de se gerenciar Docker pelo XenServer (diretamente pelo XenCenter) e o passo a passo sobre como instalar o “Container Management Supplemental pack” (pack de software para gerenciar docker) para permitir todo o resto além da instalação do coreOS (e outros Guests), está disponível nestes links:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-configuring/xs-xc-vms-container-manage.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/guest.html#container_management

Um vídeo interessante que demonstra a integração do Docker no Xenserver.
https://www.youtube.com/watch?v=sUBluy3u3Mo

Abraços e até+!

 

Referências:
https://www.youtube.com/watch?v=0cDj7citEjE
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-configuring/xs-xc-vms-container-manage.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/guest.html#container_management
https://www.youtube.com/watch?v=sUBluy3u3Mo

 

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fev 17, 2016
marllus

Snapshots no XenServer 6.5

E aí, tranquilo?

Mas o que são snapshots? São arquivinhos (vou chamá-los assim) que possuem informações a respeito de um ponto na vida de uma VM. Essa informação serve para o administrador XenServer, por exemplo, voltar para um momento em que ele fez uma alteração na VM, como em uma pós configuração de um serviço PHP ou antes de uma trágica atualização de sistema (kernel panic, huuuuuuu).
Lembre do ponto de restauração presente no Windows. É praticamente a mesma lógica.

Os snapshots ajudam bastante em tarefas como estas, como “voltar” uma VM no tempo (de volta para o futuro e mart macflein) além de ser uma mão-na-roda para a realização de backups completos dela.
Para o caso de backups, eles são usados para complementar o processo de backup à quente (sem desligar a VM). Um dos métodos seria: Primeiro é tirado o snapshot da VM, depois a partir do snapshot é realizado uma cópia completa para um arquivo único de backup (.xva).

Porém, Snapshot, como muita gente acha, não é backup, de fato. Snapshot é informação da VM em um momento, ou seja, esse arquivinho grava os metadados da VM (cpu, ram, network, etc.) e o ponteiro que aponta para uma região do vDisk da VM naquele instante de tempo em que foi tirado o snapshot. Esse arquivo é realmente pequenininho.
Se você excluir sem querer um vDisk de uma VM e tentar recuperá-lo por meio de um snapshot, sinto muito meu amigo, ele não vai voltar no tempo trazendo o disco de volta, pois neste caso o próprio disco foi excluído. Como falei: Snapshot não é backup. Ele pode complementar um.

Então, você deve estar pensando, como esse arquivinho é pequeno, vou tirar vários snaphots a cada 2 segundos para ter todos os instantes de tempo da minha VM e voltar na hora que eu precisar!! ahahah
Maninho, não faça isso.
O motivo? Quando você tira um snapshot, outro disco (VDI – Virtual Disk Image) é criado na sequência, gerando uma espécie de árvore (com pai, filho, neto…), e caso o seu SR (Storage Repository) seja baseado em volume (LVM) esse novo disco ocupará um espaço bem relevante!

Para melhor explicar, desenhei o que acontece no SR (espaço consumido) em um ambiente XenServer quando se cria um snapshot de uma VM, quando o SR é iSCSI/FC ou Local LVM (onde os VDIs guardados estão em uma estrutura LVM) e quando é NFS ou Local EXT (onde os VDIs são guardados como arquivos VHD sem LVM).

Para SR’s baseado em volume (iSCSI/FC, Local LVM):


Para SR’s baseado em arquivo (NFS, Local EXT):

 

Destas representações gráficas, podemos deduzir, de forma clara, que:

– Você deve se preocupar com o espaço alocado ao criar um snapshot quando estiver utilizando SR’s baseados em volume (Local LVM, iSCSI/FC).

Fique sempre ligado na seguinte fórmula do custo para se criar um snapshot:

Custo (espaço gerado no SR após snapshot) = Dados escritos no disco atual + Tamanho do disco;

Informações a respeito de criação, gerenciamento, exclusão, importação e exportação de snapshots você pode conferir nestes links:

(Xencenter GUI)
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-snapshots/xs-xc-vms-snapshots-take.html

(Linha de comando)
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#id555786

Bem, de forma rápida expliquei qual o impacto da criação de snapshots em determinados tipos SR’s. Com essa informação, você já vai ter uma boa noção técnica para trabalhar com esses “arquivinhos”.
Porém, o assunto não acaba por aqui. Se você quiser aprender mais sobre eles, como o que acontece quando snapshots são excluídos (coalescing) e o espaço gerado por esta operação, o limite de criação de snapshots e o porquê disso, além de outras informações “ninjas” (como o porque de não ser possível excluir um snapshot por falta de espaço no xen host) você pode conferir nos links da referência (principalmente aqui e aqui).

Até mais e grande abraço!

 

Referências:
http://avpaul.blogspot.com.br/2012/05/xenserver-losing-space-on-sr-and.html
https://techblog.jeppson.org/2015/02/reclaim-lost-space-xenserver-6-5/
https://community.spiceworks.com/topic/319881-citrix-xenserver-6-0-2-out-of-disk-space
http://pt.slideshare.net/davidmcg/top-troubleshooting-tips-and-techniques-for-citrix-xenserver-deployments
http://discussions.citrix.com/topic/355832-how-to-reclaim-disk-space-from-deleted-snapshots-on-xenserver-62/
https://support.citrix.com/servlet/KbServlet/download/21626-102-714437/XenServer_Understanding_Snapshots.pdf
http://xapi-project.github.io/features/snapshots/snapshots.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#id555786
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-snapshots/xs-xc-vms-snapshots-take.html

 

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fev 17, 2016
marllus

Importação/Exportação de VMs no XenServer 6.5

Olá, td bem?

Hoje o tema é sobre exportação e importação de VMs no XenServer.

Para exemplificar os formatos aceitos na exportação, vou colocar cada um como tópico e logo abaixo as situações preferidas para utilizá-lo.

OVA/OVF (Formatos abertos – muitos hypervisors o utilizam):

  • – Compartilhar vApps e VMs com outros plataformas de virtualização que suportam OVF;
  • – Salvar mais que uma VM de uma vez;
  • – Garantir um vApp ou VM de corrupção e falsificação;
  • – Simplificar a distribuição de um vApp armazenando um pacote OVF em um arquivo OVA;

XVA (Formato do próprio XenServer – também aberto):

  • – Compartilhar VMs com versões do XenServer anteriores à 6.0 (mas que também funciona em versões posteriores);
    – Importar/Exportar VMs por meio de scritps via linha de comando (CLI);

Importação e exportação de VMs pode ocorrer entre hypervisors XenServer bem como de outros hypervisors para o XenServer. Quando você for importar para o XenServer uma VM que foi exportada de um outro hypervisor (ex. VMware, Hyper-V, VirtualBox, etc.) você terá que rodar um sistema de verificação e correção de erros de boot que vem por padrão oferecido pelo XenServer. Basicamente é uma .iso chamada “Operating System Fixup tool”. É ela que tentará garantir a interoperabilidade (compatibilidade) no boot de uma VM “estrangeira” dentro do XenServer.

Mas, que tipo de bruxaria essa ferramenta de Fixup faz com as VMs?

“Simples”, quando a VM é iniciada, arrancando a .iso no boot, a ferramenta Fixup vai ver qual o sistema operacional da VM, se Windows ou GNU/Linux. Caso seja Windows, a ferramenta vai selecionar drivers genéricos críticos de boot da própria base de dados do sistema operacional e registrar para o boot da VM. Caso seja GNU/Linux, a ferramenta vai entrar no arquivo do GRUB e alterar as referências para os discos de inicialização de SCSI para IDE (ex. /dev/sda1 -> /dev/hda1). Outra coisa que a ferramenta faz é retirar ou desabilitar ferramentas de boot ou virtualização vindas de outros hypevisors e que podem comprometer o desempenho no XenServer.
OBS: Neste caso do Fixup, a VM é readequada, não convertida.

Outra informação importante é que em cada processo de importação ou exportação de uma VM como OVF/OVA e/ou imagem de disco (VHD e VMDK) entre o Xenserver e o local onde estão os arquivos, é feita uma intermediação entre a cópia origem-destino.
Como assim?
Sempre que uma VM, neste caso citado, é importada ou exportada, é criada uma VM (chamada “TransferVM”) para receber os dados do(s) disco(s) dela, aos poucos estes dados vão sendo transferidos para o disco/arquivo de origem. Pense na TransferVM como um firewall que filtra tudo que está passando entre uma origem (que pode ser um SR no Xenserver) e destino (que pode ser um compartilhamento NFS).

Para import/export de VMs entre repositórios remotos, você deve configurar os parâmetros de network que aparecerá na tela para TransferVM.
Caso o import/export seja localmente (de uma VM para um repositorório local do XenServer) a TransferVM é criada mas não é pedido nenhum IP. Ele já assume que está na mesma network.

Para saber como realizar importação, exportação, conhecer detalhes dos formatos disponíveis e configurações extras, pode clicar neste link (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-1/xs-xc-vms-exportimport/xs-xc-vms-exportimport-about.html).

Vídeos sobre procedimentos:

Citrix Xenserver VM Import and Export:
https://www.youtube.com/watch?v=XcHbOF-D-l0
Citrix XenServer – Step by Step – 5. part -Import & Export Virtual machine: https://www.youtube.com/watch?v=nZ4D0w0V8g8
Citrix XenServer 6 – Copying, Importing, Exporting, and Moving VMs:
https://www.youtube.com/watch?v=E5KnWR2JbrU
Importando uma Máquina Virtual (VM) no Citrix XenCenter:
https://www.youtube.com/watch?v=qhtBQgy-vmA
Citrix XenServer VM-Export:
https://www.youtube.com/watch?v=OWaca8gEIJ8

 

Referências:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-1/xs-xc-vms-exportimport/xs-xc-vms-exportimport-about.html
http://support.citrix.com/article/CTX124961
https://www.youtube.com/watch?v=XcHbOF-D-l0
https://www.youtube.com/watch?v=nZ4D0w0V8g8
https://www.youtube.com/watch?v=E5KnWR2JbrU
https://www.youtube.com/watch?v=qhtBQgy-vmA
https://www.youtube.com/watch?v=OWaca8gEIJ8

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fev 17, 2016
marllus

Fast clone e full copy de VMs no XenServer 6.5

Opa, e aí, td certo?

Hoje explicarei sobre Fast Clone e Full Copy de VMs e templates. Meu papo será focado no entendimento destes dois pontos.

Se você nunca copiou uma VM ou template, a qualquer hora irá precisar fazer isto. VMs e templates são copiados a fim de vários motivos: Para realizar testes a partir de uma VM que está em produção, provisionar (subir) novas VMs rapidamente, criar templates a partir delas, etc.
Mas, quando você vai copiar uma VM pelo XenCenter, sempre abre uma tela que te pergunta dois modos de cópia para você escolher: O fast clone ou o full copy.

Bem, quando você olha o nome fast clone dá uma ideia de mais agilidade (rapidez). Creio que muitos administradores escolhem essa opção por isso, sem saber que podem pagar caro no futuro…

Explicando mais detalhadamente:

Quando uma VM ou template é copiado pelo modo fast clone, o novo VDI da VM/template acessa os blocos antigos do VDI de origem. Por exemplo, se eu tenho uma VM com o GNU/Linux Ubuntu recém instalado e copiar esta VM como fast clone, a nova VM criada vai usar os blocos antigos (neste caso a partição do sistema completo) do disco da VM original, todo arquivo criado ou alterado a partir desse momento será gravado no novo disco. Em outras palavras, toda região do VDI da nova VM referente ao que foi gravado na VM original é um ponteiro para o disco desta VM (não há duplicação de conteúdo, em nível de bloco).

Quando uma VM ou template é copiado como full copy, o novo VDI da VM/template é totalmente independente do VDI original (que foi copiado). Todo o conteúdo é copiado (literalmente) para o novo disco. Dá pra imaginar que essa cópia é um pouco mais demorada, por esse fato.

Mas o preço a se pagar pela rapidez do fast clone, é a questão do encadeamento (acorrentamento) dos VDIs. Por padrão, o limite máximo desta cadeia (chain) é de 30 VDIs. Na prática, se você chegar em mais da metade desse limite, o acesso aos dados será bastante degradado. Essa cadeia vai aumentado a partir do momento que você vai provisionando cada vez mais VMs e copiando templates como fast clone.
Por contrapartida, isso não ocorre com o método full copy, pois não existirá ponteiros entre VDIs novos e antigos nem encadeamento entre eles (chain=0).

Vou explicar com imagens:

O que acontece no fast clone:

 

 photo FastClone_fullcopy_zpssg0t9fut.png

O que acontece no modo full copy:

 photo FastClone_fullcopy_zpssg0t9fut.png

Para você analisar essas árvores que são criadas e que crescem a partir do provisionamento de cada vez mais cópias fast, entre no host xen em questão e digite o comando:
# vhd-util scan -f -m “VHD-*” -l VG_XenStorage- -p
O resultado deste comando será algo do tipo:

 photo Cli_fast_parent

Perceba que a seta indica que o VHD (VDI) mostrado na linha tem um parent (nó de origem).
Quando o parâmetro “parent” está como “none” quer dizer que o VHD não tem um pai relacionado, ou seja, ele não foi criado com fast clone.

Assim como os snapshots, quando um VDI na cadeia é excluído, um evento de aglutinação (chamado coalescing) entre VDIs é feito (em qualquer tempo – assíncrono). Após isso, algum espaço em disco no SR deverá ser liberado.
Mas, se você não quer excluir VMs encadeadas, existem três formas de resolver o problema do “encadeamento infeliz”:
– Migrar a VM encadeada para outro SR no pool. Após isso o parâmetro parent será resetado (=none).
– Setar a prioridade de IO de disco (QoS) da VM encadeada como nível alto (use isto como um paleativo). Mais detalhes aqui.
– Copiar a VM encadeada novamente (Xencenter ou “vm-copy” na linha de comando), mas, desta vez como full copy (o parent também irá resetar).

Bem, creio que você agora deve entender mais sobre esses dois tipos de cópias e seus prós e contras.

Para saber como realizar os procedimenos de cópia, clique neste link (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms/xs-xc-vms-copy.html)

 

Referências:
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#disk_qos
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms/xs-xc-vms-copy.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#id541790
https://www.citrix.com/blogs/wp-content/uploads/2012/05/vhd-util-sample-1024×404.png

 

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fev 17, 2016
marllus

XenMotion no XenServer 6.5

Olá, td bem?

XenMotion é um recurso bem interessante e muito importante dentro de ambiente de virtualização do XenServer. É com ele que o HA (High Availability), WLB (Work Load Balancing – Versão paga do XenServer – :(  ) e Rolling Pool Upgrade funcionam direitinho, habilitando a possibilidade de mover as VMs entre hosts do mesmo pool sem (ou quase sem) downtime (geralmente 1 ou 2 pings perdidos).

O XenMotion já vem habilitado no XenServer na versão gratuita. E ele serve, basicamente (e como falei acima), para você poder movimentar VMs “à quente” entre hosts xen em um mesmo pool, ou seja, o storage (SR) têm de ser compartilhado entre as VMs (Geralmente um storage, adicionado em um pool, do tipo iscsi, fc, nfs).

Mas, quais os requisitos mais específicos para utilizar o XenMotion?

– O XenServer tools deve estar instalado na VM;
– O host xen destino têm de ter a mesma ou versão superior do XenServer do host de origem;
– O host xen destino têm que ter memória suficiente para o provisionamento da VM, caso contrário a VM não completará o processo de migração (isso é meio lógico, rs);
– O drive de DVD deve estar setado como empty (não deve ter nenhuma .iso anexada ou nenhum cd/dvd dentro do drive do host físico);
– Ter um SR compartilhado no pool (NFS, iSCSI/FC SAN);

Mas, e em quais situações você vai usar o XenMotion (fora ficar brincando de jogar uma VM de um host pra outro só pra ver como é lindo isso funcionando, rs)?
Você pode usar isso, por exemplo, quando for atualizar um host xen, migrando as VMs nele contidas para um outro host xen. Além disso, você pode usar pra migrar VMs enquanto faz manutenção em um host ou até planejar um script balanceador de carga entre hosts físicos (o que o Work Loading Balancig faz – na versão do Xenserver com linceça). Enfim, as possibilidades são muitas. Só a produção e o dia a dia que vai te desafiar com situações como estas. É só pensar sobre os benefícios e planejá-los bem!

Para saber como migrar uma VM através do XenCenter, acesse esse tutorial (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-manage/xs-xc-vms-relocate.html).

Tutoriais/ explicações em vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=hTlwlNjc86M
https://www.youtube.com/watch?v=05Zc0ze5CpQ
https://www.youtube.com/watch?v=vcPzrnrnYCU

Até breve!
Abraço!

 

Referências:
http://support.citrix.com/article/CTX115813
http://www.amazon.com.br/Mastering-Citrix-Xenserver-Martez-Reed/dp/178328739X
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-manage/xs-xc-vms-relocate.html
https://msinhore.wordpress.com/2012/09/20/storage-xenmotion/
https://www.youtube.com/watch?v=hTlwlNjc86M
https://www.youtube.com/watch?v=05Zc0ze5CpQ
https://www.youtube.com/watch?v=vcPzrnrnYCU
https://www.citrix.com/content/dam/citrix/en_us/documents/products-solutions/storage-xenmotion-live-storage-migration-with-citrix-xenserver.pdf?accessmode=direct

 

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fev 17, 2016
marllus

Storage XenMotion no XenServer 6.5

Olá, td bem?

Falei, anteriormente aqui sobre “XenMotion”. Hoje irei falar sobre “Storage XenMotion”.
Storage XenMotion nos remete a ideia de “XenMotion entre storages”, e é exatamente isso que este recurso (fascinante) faz. A partir dele, a VM pode ser transferida entre storages distintos, ou seja, os discos da VM (VDIs) podem ser migrados entre pools diferentes (entre dois sites XenServer). Tudo isso com o mínimo de downtime possível, pois geralmente se perde alguns pings quando se é re-setado a placa de rede virtual e a rota é alterada.
E não é propaganda Tekpix, o recurso existe e é disponível com código fonte liberado (aêêêêêê)!!!
OBS: Convido você a ir no site da VMware e ver a bagatela que é a licença com o recurso equivalente (VMware Storage vMotion) habilitado.

Muitos dos requisitos necessários para utilizar Storage XenMotion são do próprio XenMotion.
A lista com todos é essa:

– O XenServer tools deve estar instalado na VM;
– O host xen destino têm de ter a mesma ou versão superior do XenServer do host de origem;
– O host xen destino têm que ter memória suficiente para provisionar a VM, caso contrário a VM não completará o processo de migração (isso é meio lógico, rs);
– O drive de DVD deve estar setado como empty (não deve ter nenhuma .iso anexada ou nenhum cd/dvd dentro do drive do host);
– Se as CPUs dos hosts de origem e destino forem diferentes, então a CPU do servidor de destino deve suportar todos os recursos da do servidor de origem, o que, por consequência, é muito improvável que as CPUs sejam de fabricantes diferentes, ou seja, é muito recomendável você trabalhar mesmo com o mesmo fabricante de processador (por exemplo, Intel ou AMD).
– Não é possível migrar VMs que tenham mais de um snapshot (leia aqui meu outro tutorial sobre snapshots e saiba o porquê disso);
OBS: Se a VM conter um snapshot, planeje a alocação de seu espaço no storage do host destino. Caso não entenda, o link acima sobre snapshots explica tudo isso.
– Não é possível migrar VMs que tenham mais que 6 VDIs anexados (como somente um VDI é transferido por vez, creio que 7 VDIs iria comprometer bastante a VM em caso de um possível falha na migração).

Limitações do Storage XenMotion:

– Não deve ser usado em ambientes com XenDesktop (Virtual Desktop Infrastructure);
– VMs que usam PCI pass-thru não podem ser migradas;
– A perfomance da VM irá ser reduzida no processo de migração, então, cuidado com o horário de rush;
– Deve ser desabilitado qualquer HA ou WLB configurado no pool de origem ou destino;

Storage XenMotion é bastante utilizado em casos de Upgrade de Xenserver Standalone (hosts xen sem pool).

Para saber como migrar uma VM através do XenCenter, acesse esse tutorial (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-manage/xs-xc-vms-relocate.html).

Vídeo demonstração do Storage XenMotion:
https://www.youtube.com/watch?v=YWGu3tT6Z18

Até breve!
Abraço!

 

Referências:
http://www.amazon.com.br/Mastering-Citrix-Xenserver-Martez-Reed/dp/178328739X
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-manage/xs-xc-vms-relocate.html
https://msinhore.wordpress.com/2012/09/20/storage-xenmotion/
https://www.youtube.com/watch?v=YWGu3tT6Z18
https://www.citrix.com/content/dam/citrix/en_us/documents/products-solutions/storage-xenmotion-live-storage-migration-with-citrix-xenserver.pdf?accessmode=direct
http://ports.marllus.com/2016/02/15/xenmotion-no-xenserver-6-5
http://store.vmware.com/store/vmware/en_US/pd/productID.284281000?src=WWW_eBIZ_productpage_vSphere_EnterprisePlus_Buy_US
https://en.wikipedia.org/wiki/Desktop_virtualization

 

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