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fev 17, 2016
marllus

Docker no XenServer 6.5

Olá, td bem?

Esse post é sobre Docker, porém, como o objetivo desta série de tutoriais do “Guia Zen do XenServer” é falar sobre XenServer e virtualização não vou explicar o porquê de utilizar containers e a importância de sua aplicação em ambientes de desenvolvimentos de software, mesmo sabendo que docker (o “boom” do momento) é bem importante e cada vez mais utilizado por grandes empresas.

Se você quiser entender o que é Docker e containers, veja esse vídeo que explica sobre o assunto: https://www.youtube.com/watch?v=0cDj7citEjE

É importante ressaltar também que o XenServer consegue gerenciar instalações Docker em VMs dentro do seu ambiente de virtualização. Consequentemente, o docker, neste caso, ainda vai ter o overhead do hypervisor, pois ele não é instalado direto no hardware, como exemplifica o conceito de container.

Informações a respeito dos benefícios de se gerenciar Docker pelo XenServer (diretamente pelo XenCenter) e o passo a passo sobre como instalar o “Container Management Supplemental pack” (pack de software para gerenciar docker) para permitir todo o resto além da instalação do coreOS (e outros Guests), está disponível nestes links:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-configuring/xs-xc-vms-container-manage.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/guest.html#container_management

Um vídeo interessante que demonstra a integração do Docker no Xenserver.
https://www.youtube.com/watch?v=sUBluy3u3Mo

Abraços e até+!

 

Referências:
https://www.youtube.com/watch?v=0cDj7citEjE
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-configuring/xs-xc-vms-container-manage.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/guest.html#container_management
https://www.youtube.com/watch?v=sUBluy3u3Mo

 

Licença Creative Commons
Este trabalho de Marllus, está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

fev 17, 2016
marllus

Snapshots no XenServer 6.5

E aí, tranquilo?

Mas o que são snapshots? São arquivinhos (vou chamá-los assim) que possuem informações a respeito de um ponto na vida de uma VM. Essa informação serve para o administrador XenServer, por exemplo, voltar para um momento em que ele fez uma alteração na VM, como em uma pós configuração de um serviço PHP ou antes de uma trágica atualização de sistema (kernel panic, huuuuuuu).
Lembre do ponto de restauração presente no Windows. É praticamente a mesma lógica.

Os snapshots ajudam bastante em tarefas como estas, como “voltar” uma VM no tempo (de volta para o futuro e mart macflein) além de ser uma mão-na-roda para a realização de backups completos dela.
Para o caso de backups, eles são usados para complementar o processo de backup à quente (sem desligar a VM). Um dos métodos seria: Primeiro é tirado o snapshot da VM, depois a partir do snapshot é realizado uma cópia completa para um arquivo único de backup (.xva).

Porém, Snapshot, como muita gente acha, não é backup, de fato. Snapshot é informação da VM em um momento, ou seja, esse arquivinho grava os metadados da VM (cpu, ram, network, etc.) e o ponteiro que aponta para uma região do vDisk da VM naquele instante de tempo em que foi tirado o snapshot. Esse arquivo é realmente pequenininho.
Se você excluir sem querer um vDisk de uma VM e tentar recuperá-lo por meio de um snapshot, sinto muito meu amigo, ele não vai voltar no tempo trazendo o disco de volta, pois neste caso o próprio disco foi excluído. Como falei: Snapshot não é backup. Ele pode complementar um.

Então, você deve estar pensando, como esse arquivinho é pequeno, vou tirar vários snaphots a cada 2 segundos para ter todos os instantes de tempo da minha VM e voltar na hora que eu precisar!! ahahah
Maninho, não faça isso.
O motivo? Quando você tira um snapshot, outro disco (VDI – Virtual Disk Image) é criado na sequência, gerando uma espécie de árvore (com pai, filho, neto…), e caso o seu SR (Storage Repository) seja baseado em volume (LVM) esse novo disco ocupará um espaço bem relevante!

Para melhor explicar, desenhei o que acontece no SR (espaço consumido) em um ambiente XenServer quando se cria um snapshot de uma VM, quando o SR é iSCSI/FC ou Local LVM (onde os VDIs guardados estão em uma estrutura LVM) e quando é NFS ou Local EXT (onde os VDIs são guardados como arquivos VHD sem LVM).

Para SR’s baseado em volume (iSCSI/FC, Local LVM):


Para SR’s baseado em arquivo (NFS, Local EXT):

 

Destas representações gráficas, podemos deduzir, de forma clara, que:

– Você deve se preocupar com o espaço alocado ao criar um snapshot quando estiver utilizando SR’s baseados em volume (Local LVM, iSCSI/FC).

Fique sempre ligado na seguinte fórmula do custo para se criar um snapshot:

Custo (espaço gerado no SR após snapshot) = Dados escritos no disco atual + Tamanho do disco;

Informações a respeito de criação, gerenciamento, exclusão, importação e exportação de snapshots você pode conferir nestes links:

(Xencenter GUI)
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-snapshots/xs-xc-vms-snapshots-take.html

(Linha de comando)
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#id555786

Bem, de forma rápida expliquei qual o impacto da criação de snapshots em determinados tipos SR’s. Com essa informação, você já vai ter uma boa noção técnica para trabalhar com esses “arquivinhos”.
Porém, o assunto não acaba por aqui. Se você quiser aprender mais sobre eles, como o que acontece quando snapshots são excluídos (coalescing) e o espaço gerado por esta operação, o limite de criação de snapshots e o porquê disso, além de outras informações “ninjas” (como o porque de não ser possível excluir um snapshot por falta de espaço no xen host) você pode conferir nos links da referência (principalmente aqui e aqui).

Até mais e grande abraço!

 

Referências:
http://avpaul.blogspot.com.br/2012/05/xenserver-losing-space-on-sr-and.html
https://techblog.jeppson.org/2015/02/reclaim-lost-space-xenserver-6-5/
https://community.spiceworks.com/topic/319881-citrix-xenserver-6-0-2-out-of-disk-space
http://pt.slideshare.net/davidmcg/top-troubleshooting-tips-and-techniques-for-citrix-xenserver-deployments
http://discussions.citrix.com/topic/355832-how-to-reclaim-disk-space-from-deleted-snapshots-on-xenserver-62/
https://support.citrix.com/servlet/KbServlet/download/21626-102-714437/XenServer_Understanding_Snapshots.pdf
http://xapi-project.github.io/features/snapshots/snapshots.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#id555786
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-snapshots/xs-xc-vms-snapshots-take.html

 

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fev 17, 2016
marllus

Importação/Exportação de VMs no XenServer 6.5

Olá, td bem?

Hoje o tema é sobre exportação e importação de VMs no XenServer.

Para exemplificar os formatos aceitos na exportação, vou colocar cada um como tópico e logo abaixo as situações preferidas para utilizá-lo.

OVA/OVF (Formatos abertos – muitos hypervisors o utilizam):

  • – Compartilhar vApps e VMs com outros plataformas de virtualização que suportam OVF;
  • – Salvar mais que uma VM de uma vez;
  • – Garantir um vApp ou VM de corrupção e falsificação;
  • – Simplificar a distribuição de um vApp armazenando um pacote OVF em um arquivo OVA;

XVA (Formato do próprio XenServer – também aberto):

  • – Compartilhar VMs com versões do XenServer anteriores à 6.0 (mas que também funciona em versões posteriores);
    – Importar/Exportar VMs por meio de scritps via linha de comando (CLI);

Importação e exportação de VMs pode ocorrer entre hypervisors XenServer bem como de outros hypervisors para o XenServer. Quando você for importar para o XenServer uma VM que foi exportada de um outro hypervisor (ex. VMware, Hyper-V, VirtualBox, etc.) você terá que rodar um sistema de verificação e correção de erros de boot que vem por padrão oferecido pelo XenServer. Basicamente é uma .iso chamada “Operating System Fixup tool”. É ela que tentará garantir a interoperabilidade (compatibilidade) no boot de uma VM “estrangeira” dentro do XenServer.

Mas, que tipo de bruxaria essa ferramenta de Fixup faz com as VMs?

“Simples”, quando a VM é iniciada, arrancando a .iso no boot, a ferramenta Fixup vai ver qual o sistema operacional da VM, se Windows ou GNU/Linux. Caso seja Windows, a ferramenta vai selecionar drivers genéricos críticos de boot da própria base de dados do sistema operacional e registrar para o boot da VM. Caso seja GNU/Linux, a ferramenta vai entrar no arquivo do GRUB e alterar as referências para os discos de inicialização de SCSI para IDE (ex. /dev/sda1 -> /dev/hda1). Outra coisa que a ferramenta faz é retirar ou desabilitar ferramentas de boot ou virtualização vindas de outros hypevisors e que podem comprometer o desempenho no XenServer.
OBS: Neste caso do Fixup, a VM é readequada, não convertida.

Outra informação importante é que em cada processo de importação ou exportação de uma VM como OVF/OVA e/ou imagem de disco (VHD e VMDK) entre o Xenserver e o local onde estão os arquivos, é feita uma intermediação entre a cópia origem-destino.
Como assim?
Sempre que uma VM, neste caso citado, é importada ou exportada, é criada uma VM (chamada “TransferVM”) para receber os dados do(s) disco(s) dela, aos poucos estes dados vão sendo transferidos para o disco/arquivo de origem. Pense na TransferVM como um firewall que filtra tudo que está passando entre uma origem (que pode ser um SR no Xenserver) e destino (que pode ser um compartilhamento NFS).

Para import/export de VMs entre repositórios remotos, você deve configurar os parâmetros de network que aparecerá na tela para TransferVM.
Caso o import/export seja localmente (de uma VM para um repositorório local do XenServer) a TransferVM é criada mas não é pedido nenhum IP. Ele já assume que está na mesma network.

Para saber como realizar importação, exportação, conhecer detalhes dos formatos disponíveis e configurações extras, pode clicar neste link (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-1/xs-xc-vms-exportimport/xs-xc-vms-exportimport-about.html).

Vídeos sobre procedimentos:

Citrix Xenserver VM Import and Export:
https://www.youtube.com/watch?v=XcHbOF-D-l0
Citrix XenServer – Step by Step – 5. part -Import & Export Virtual machine: https://www.youtube.com/watch?v=nZ4D0w0V8g8
Citrix XenServer 6 – Copying, Importing, Exporting, and Moving VMs:
https://www.youtube.com/watch?v=E5KnWR2JbrU
Importando uma Máquina Virtual (VM) no Citrix XenCenter:
https://www.youtube.com/watch?v=qhtBQgy-vmA
Citrix XenServer VM-Export:
https://www.youtube.com/watch?v=OWaca8gEIJ8

 

Referências:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-1/xs-xc-vms-exportimport/xs-xc-vms-exportimport-about.html
http://support.citrix.com/article/CTX124961
https://www.youtube.com/watch?v=XcHbOF-D-l0
https://www.youtube.com/watch?v=nZ4D0w0V8g8
https://www.youtube.com/watch?v=E5KnWR2JbrU
https://www.youtube.com/watch?v=qhtBQgy-vmA
https://www.youtube.com/watch?v=OWaca8gEIJ8

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fev 17, 2016
marllus

Fast clone e full copy de VMs no XenServer 6.5

Opa, e aí, td certo?

Hoje explicarei sobre Fast Clone e Full Copy de VMs e templates. Meu papo será focado no entendimento destes dois pontos.

Se você nunca copiou uma VM ou template, a qualquer hora irá precisar fazer isto. VMs e templates são copiados a fim de vários motivos: Para realizar testes a partir de uma VM que está em produção, provisionar (subir) novas VMs rapidamente, criar templates a partir delas, etc.
Mas, quando você vai copiar uma VM pelo XenCenter, sempre abre uma tela que te pergunta dois modos de cópia para você escolher: O fast clone ou o full copy.

Bem, quando você olha o nome fast clone dá uma ideia de mais agilidade (rapidez). Creio que muitos administradores escolhem essa opção por isso, sem saber que podem pagar caro no futuro…

Explicando mais detalhadamente:

Quando uma VM ou template é copiado pelo modo fast clone, o novo VDI da VM/template acessa os blocos antigos do VDI de origem. Por exemplo, se eu tenho uma VM com o GNU/Linux Ubuntu recém instalado e copiar esta VM como fast clone, a nova VM criada vai usar os blocos antigos (neste caso a partição do sistema completo) do disco da VM original, todo arquivo criado ou alterado a partir desse momento será gravado no novo disco. Em outras palavras, toda região do VDI da nova VM referente ao que foi gravado na VM original é um ponteiro para o disco desta VM (não há duplicação de conteúdo, em nível de bloco).

Quando uma VM ou template é copiado como full copy, o novo VDI da VM/template é totalmente independente do VDI original (que foi copiado). Todo o conteúdo é copiado (literalmente) para o novo disco. Dá pra imaginar que essa cópia é um pouco mais demorada, por esse fato.

Mas o preço a se pagar pela rapidez do fast clone, é a questão do encadeamento (acorrentamento) dos VDIs. Por padrão, o limite máximo desta cadeia (chain) é de 30 VDIs. Na prática, se você chegar em mais da metade desse limite, o acesso aos dados será bastante degradado. Essa cadeia vai aumentado a partir do momento que você vai provisionando cada vez mais VMs e copiando templates como fast clone.
Por contrapartida, isso não ocorre com o método full copy, pois não existirá ponteiros entre VDIs novos e antigos nem encadeamento entre eles (chain=0).

Vou explicar com imagens:

O que acontece no fast clone:

 

 photo FastClone_fullcopy_zpssg0t9fut.png

O que acontece no modo full copy:

 photo FastClone_fullcopy_zpssg0t9fut.png

Para você analisar essas árvores que são criadas e que crescem a partir do provisionamento de cada vez mais cópias fast, entre no host xen em questão e digite o comando:
# vhd-util scan -f -m “VHD-*” -l VG_XenStorage- -p
O resultado deste comando será algo do tipo:

 photo Cli_fast_parent

Perceba que a seta indica que o VHD (VDI) mostrado na linha tem um parent (nó de origem).
Quando o parâmetro “parent” está como “none” quer dizer que o VHD não tem um pai relacionado, ou seja, ele não foi criado com fast clone.

Assim como os snapshots, quando um VDI na cadeia é excluído, um evento de aglutinação (chamado coalescing) entre VDIs é feito (em qualquer tempo – assíncrono). Após isso, algum espaço em disco no SR deverá ser liberado.
Mas, se você não quer excluir VMs encadeadas, existem três formas de resolver o problema do “encadeamento infeliz”:
– Migrar a VM encadeada para outro SR no pool. Após isso o parâmetro parent será resetado (=none).
– Setar a prioridade de IO de disco (QoS) da VM encadeada como nível alto (use isto como um paleativo). Mais detalhes aqui.
– Copiar a VM encadeada novamente (Xencenter ou “vm-copy” na linha de comando), mas, desta vez como full copy (o parent também irá resetar).

Bem, creio que você agora deve entender mais sobre esses dois tipos de cópias e seus prós e contras.

Para saber como realizar os procedimenos de cópia, clique neste link (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms/xs-xc-vms-copy.html)

 

Referências:
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#disk_qos
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms/xs-xc-vms-copy.html
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/6.5.0/1.0/en_gb/reference.html#id541790
https://www.citrix.com/blogs/wp-content/uploads/2012/05/vhd-util-sample-1024×404.png

 

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fev 17, 2016
marllus

XenMotion no XenServer 6.5

Olá, td bem?

XenMotion é um recurso bem interessante e muito importante dentro de ambiente de virtualização do XenServer. É com ele que o HA (High Availability), WLB (Work Load Balancing – Versão paga do XenServer – 🙁  ) e Rolling Pool Upgrade funcionam direitinho, habilitando a possibilidade de mover as VMs entre hosts do mesmo pool sem (ou quase sem) downtime (geralmente 1 ou 2 pings perdidos).

O XenMotion já vem habilitado no XenServer na versão gratuita. E ele serve, basicamente (e como falei acima), para você poder movimentar VMs “à quente” entre hosts xen em um mesmo pool, ou seja, o storage (SR) têm de ser compartilhado entre as VMs (Geralmente um storage, adicionado em um pool, do tipo iscsi, fc, nfs).

Mas, quais os requisitos mais específicos para utilizar o XenMotion?

– O XenServer tools deve estar instalado na VM;
– O host xen destino têm de ter a mesma ou versão superior do XenServer do host de origem;
– O host xen destino têm que ter memória suficiente para o provisionamento da VM, caso contrário a VM não completará o processo de migração (isso é meio lógico, rs);
– O drive de DVD deve estar setado como empty (não deve ter nenhuma .iso anexada ou nenhum cd/dvd dentro do drive do host físico);
– Ter um SR compartilhado no pool (NFS, iSCSI/FC SAN);

Mas, e em quais situações você vai usar o XenMotion (fora ficar brincando de jogar uma VM de um host pra outro só pra ver como é lindo isso funcionando, rs)?
Você pode usar isso, por exemplo, quando for atualizar um host xen, migrando as VMs nele contidas para um outro host xen. Além disso, você pode usar pra migrar VMs enquanto faz manutenção em um host ou até planejar um script balanceador de carga entre hosts físicos (o que o Work Loading Balancig faz – na versão do Xenserver com linceça). Enfim, as possibilidades são muitas. Só a produção e o dia a dia que vai te desafiar com situações como estas. É só pensar sobre os benefícios e planejá-los bem!

Para saber como migrar uma VM através do XenCenter, acesse esse tutorial (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-manage/xs-xc-vms-relocate.html).

Tutoriais/ explicações em vídeo:
https://www.youtube.com/watch?v=hTlwlNjc86M
https://www.youtube.com/watch?v=05Zc0ze5CpQ
https://www.youtube.com/watch?v=vcPzrnrnYCU

Até breve!
Abraço!

 

Referências:
http://support.citrix.com/article/CTX115813
http://www.amazon.com.br/Mastering-Citrix-Xenserver-Martez-Reed/dp/178328739X
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-manage/xs-xc-vms-relocate.html
https://msinhore.wordpress.com/2012/09/20/storage-xenmotion/
https://www.youtube.com/watch?v=hTlwlNjc86M
https://www.youtube.com/watch?v=05Zc0ze5CpQ
https://www.youtube.com/watch?v=vcPzrnrnYCU
https://www.citrix.com/content/dam/citrix/en_us/documents/products-solutions/storage-xenmotion-live-storage-migration-with-citrix-xenserver.pdf?accessmode=direct

 

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fev 17, 2016
marllus

Storage XenMotion no XenServer 6.5

Olá, td bem?

Falei, anteriormente aqui sobre “XenMotion”. Hoje irei falar sobre “Storage XenMotion”.
Storage XenMotion nos remete a ideia de “XenMotion entre storages”, e é exatamente isso que este recurso (fascinante) faz. A partir dele, a VM pode ser transferida entre storages distintos, ou seja, os discos da VM (VDIs) podem ser migrados entre pools diferentes (entre dois sites XenServer). Tudo isso com o mínimo de downtime possível, pois geralmente se perde alguns pings quando se é re-setado a placa de rede virtual e a rota é alterada.
E não é propaganda Tekpix, o recurso existe e é disponível com código fonte liberado (aêêêêêê)!!!
OBS: Convido você a ir no site da VMware e ver a bagatela que é a licença com o recurso equivalente (VMware Storage vMotion) habilitado.

Muitos dos requisitos necessários para utilizar Storage XenMotion são do próprio XenMotion.
A lista com todos é essa:

– O XenServer tools deve estar instalado na VM;
– O host xen destino têm de ter a mesma ou versão superior do XenServer do host de origem;
– O host xen destino têm que ter memória suficiente para provisionar a VM, caso contrário a VM não completará o processo de migração (isso é meio lógico, rs);
– O drive de DVD deve estar setado como empty (não deve ter nenhuma .iso anexada ou nenhum cd/dvd dentro do drive do host);
– Se as CPUs dos hosts de origem e destino forem diferentes, então a CPU do servidor de destino deve suportar todos os recursos da do servidor de origem, o que, por consequência, é muito improvável que as CPUs sejam de fabricantes diferentes, ou seja, é muito recomendável você trabalhar mesmo com o mesmo fabricante de processador (por exemplo, Intel ou AMD).
– Não é possível migrar VMs que tenham mais de um snapshot (leia aqui meu outro tutorial sobre snapshots e saiba o porquê disso);
OBS: Se a VM conter um snapshot, planeje a alocação de seu espaço no storage do host destino. Caso não entenda, o link acima sobre snapshots explica tudo isso.
– Não é possível migrar VMs que tenham mais que 6 VDIs anexados (como somente um VDI é transferido por vez, creio que 7 VDIs iria comprometer bastante a VM em caso de um possível falha na migração).

Limitações do Storage XenMotion:

– Não deve ser usado em ambientes com XenDesktop (Virtual Desktop Infrastructure);
– VMs que usam PCI pass-thru não podem ser migradas;
– A perfomance da VM irá ser reduzida no processo de migração, então, cuidado com o horário de rush;
– Deve ser desabilitado qualquer HA ou WLB configurado no pool de origem ou destino;

Storage XenMotion é bastante utilizado em casos de Upgrade de Xenserver Standalone (hosts xen sem pool).

Para saber como migrar uma VM através do XenCenter, acesse esse tutorial (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-manage/xs-xc-vms-relocate.html).

Vídeo demonstração do Storage XenMotion:
https://www.youtube.com/watch?v=YWGu3tT6Z18

Até breve!
Abraço!

 

Referências:
http://www.amazon.com.br/Mastering-Citrix-Xenserver-Martez-Reed/dp/178328739X
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-manage/xs-xc-vms-relocate.html
https://msinhore.wordpress.com/2012/09/20/storage-xenmotion/
https://www.youtube.com/watch?v=YWGu3tT6Z18
https://www.citrix.com/content/dam/citrix/en_us/documents/products-solutions/storage-xenmotion-live-storage-migration-with-citrix-xenserver.pdf?accessmode=direct
http://ports.marllus.com/2016/02/15/xenmotion-no-xenserver-6-5
http://store.vmware.com/store/vmware/en_US/pd/productID.284281000?src=WWW_eBIZ_productpage_vSphere_EnterprisePlus_Buy_US
https://en.wikipedia.org/wiki/Desktop_virtualization

 

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fev 17, 2016
marllus

Alta disponibilidade (HA – High Availability) no XenServer 6.5

E aí, leitor! Td bem?

Bem, HA (High Availability – Alta disponibilidade) é um assunto bem procurado por administradores de infraestrutura, pois muitos o querem em seu ambiente (lê-se: seu pescoço), afim de deixá-lo o mais seguro e resiliente possível. Aliado a isto, o fato de esse recurso ser completamente open source (aêêêêê) no XenServer 6.5, contribui bastante para sua adoção.
A facilidade de configuração de HA coloca este recurso na lista dos top 10 mais utilizados no XenServer.

Mas, em quê consiste o HA? Simples, este sistema tenta proteger seu ambiente (suas Vms) em caso de falhas físicas ou lógicas no host xen.
E o que ele faz para tentar garantir isso? Ele tentará migrar as VMs do host xen falhado para algum host vivo (e de bem com a vida). Para isso, o HA faz uso do recurso XenMotion (falo sobre XenMotion aqui).

Explicando o HA de forma mais completa:

Os alicerces para o funcionamento do HA em um pool de recursos são: Planejamento da disponibilidade dos recursos, detecção da falha e execução da recuperação.

Planejamento da disponibilidade dos recursos:

Neste etapa, o HA irá planejar qual a tolerância de falha nos servidores (quantos servidores podem falhar) dentro do pool. Basicamente, baseado em quantas Vms você quer proteger dentro de cada host, o próprio HA emitirá um aviso informando qual o limite de servidores que podem falhar no pool para que essas Vms sejam ligadas em outros servidores ativos.
Portanto, se você quiser ter resiliência total do seu ambiente, deixe sempre uma reserva de recurso (RAM e CPU) em cada host. Essa reserva será utilizada para alocar Vms de hosts que podem vir a falhar. Claro, o tamanho desta reserva vai depender de quantos hosts e quanto de recurso (RAM e CPU) você terá e quantas Vms você vai querer “salvar”.
O HA sempre calculará, automaticamente, a quantidade de recursos disponíveis no pool para lhe dizer qual tolerância de falhas você tem naquele momento.

Detecção da falha:

Quando você for configurar o HA em um pool, o Xenserver vai pedir para escolher um SR onde ele irá gravar o keep alive dos servidores. Este será um SR compartilhado (no pool) chamado Heartbeat SR (que armazena o “batimento cardíaco” dos servidores – 356Mb tamanho). Ele nada mais armazena do que informações de status (vida [response] ou morte [timeout]) de cada servidor no pool. Em um intervalo de tempo, cada servidor fornece a informação que está vivo para este SR (keep alive). Se esta informação não chegar, o HA reconhecerá que o servidor morreu e tentará seguir o plano de recuperação das Vms (de acordo com o que você planejou).
Pode acontecer de um host perder as configurações de rede, ou um bug no toolstack, ou um administrador descuidado retirar ou alterar o ip de gerência do host para uma faixa desconhecida. Nestes casos, a comunicação do host para o storage não foi perdida (ou seja, as Vms continuarão rodando normalmente), porém o host xen ficará inacessível. Para nossa alegria, o HA consegue detectar que houve falha na rede (sim, ele também checa de tempos em tempos a rede do host). Quando ocorre isso, entra em cena um recurso chamado host fencing, que vai desligar o host, e tentar recuperar as Vms protegidas associadas a ele, migrando-as para outro host com recurso disponível.

Execução da recuperação:

Acontece o que expliquei em tópicos anteriores. Se o host deixar de mandar um keep-alive para o storage ou se a rede de gerência do host for perdida (por algum motivo) iniciará o processo de recuperação das Vms, realizado pelo sistema de HA do XenServer. Nestes dois casos, o servidor estará indisponível e as Vms serão migradas para outro host disponível no pool de recursos.

Resumindo (mais do que foi resumido):

Na criação do HA, você seleciona quais Vms vão ser reiniciadas em caso de falhas (indicando qual a ordem de inicialização). Dinamicamente, o HA vai mostrando se ele tem condições de recuperar todas as Vms. É perguntado também qual a tolerância que você quer para falhas em servidores (configured failed capacity) e, automaticamente, o Xenserver vai te dizer se é possível ele garantir essa recuperação (current failed capacity).
Lembrando que o valor do “current failed capacity” vai alterando dinamicamente de acordo com o provisionamento ou alteração de novas Vms no pool, pois, ao longo do tempo os recursos de RAM e CPU entram em escassez, podendo chegar no ponto em que os recursos de “sobra” nos hosts não sejam suficientes para garantir o plano de recuperação configurado pelo administrador (esse ponto é conhecido como overcomitted). Não se preocupe, o Xenserver enviará alertas automaticamente pelo Xencenter ou por e-mail (se configurado) quando o recurso físico disponível não suportar recuperar todas as Vms protegidas pelo HA. Então, fique atento!

Resumindo (com imagens) com duas situações, uma com sucesso e outra sem sucesso no plano de recuperação (por causa de overcommitting):

 

 photo HA_funcionamento1.png

 

 photo HA_funcionamento2.png

Ciclo de vida do HA no Xenserver:

 

 photo HA_lifecycle.png

 

Requisitos e recomendações:

  • – Um pool de recursos, logicamente;
  • – Recomenda-se pelo menos 3 hosts nesse pool;
    – Um SR compartilhado, sendo este do tipo NFS, iSCSI ou FC de pelo menos 356MB ou superior. Destes 356MB serão: 4MB para dados do heartbeating e 256MB para metadados do membro master do pool, para os casos onde ele falhará.
    A citrix recomenda que você utilize um SR dedicado para conter estes dados.
    – IP estático para todos os hosts no pool;
    Se o endereço de IP de um host mudar, provavelmente o HA considerará que a sua rede falhou e irá ativar o host fencing. Para remediar isto, basta desabilitar o HA (comando # host-emergency-ha-disable) e resetar o membro master do pool (comando # pool-emergency-reset-master) e só então reabilitar o HA.
    – vDisks (discos virtuais) de VMs deverão estar em storages compartilhados;
    – Vms não devem ter conexão ativas para unidades de DVD local do host xen;
    – Vms devem ter interfaces de rede virtuais disponíveis em todo o pool;

Algumas considerações:

– Update/Upgrade de Xenserver: Antes de qualquer procedimento deste tipo, desabilite o HA, pois, muito provavelmente seu servidor precisará ter seu XAPI ou kernel reinicializado. Você não quer que o HA entenda isso como uma falha, né?
– Vms configuradas no plano de HA pela opção de best-effort não estão protegidas através do plano de recuperação de Vms do HA. Como o próprio nome já sugere (melhor esforço), o sistema do HA tentará alocar uma VM em um servidor onde haja espaço em recursos. Por isso, as VM com prioridades de reinicialização 0, 1, 2 e 3 são as únicas que estarão no plano de recuperação do HA. Então, fique de olho no que é serviço crítico em seu ambiente.
– No planejamento de reinicialização, sempre é bom estabelecer tanto a prioridade quanto o delay das reinicializações. A primeira serve para definir quem irá rebootar primeiro (DHCP, AD, SAMBA, DNS, por exemplo) e o atraso entre estes reboots. Por exemplo, você não vai querer que o serviço de DHCP de sua rede entre depois de um serviço SAMBA, ou que uma aplicação que usa um compartilhamento do SAMBA ligue após o próprio SAMBA, não é? Fora isso, ainda tem o problema da “chuva de boots” que consiste no overhead do Dom0 para gerenciar o boot de muitas Vms ligando de uma vez. A “chuva de boots” pode comprometer o desempenho de seu ambiente de virtualização.
– Considere utilizar multipathing na comunicação para seu(s) storages e configurar bond nas interfaces de rede de gerência de cada host no pool protegido por HA. Ter duplicação de caminhos para rede e armazenamento melhora, consideravelmente, a capacidade que o(s) host(s) têm de ficarem ativos em caso de falha em uma NIC (placa de rede). Isso reduz a probabilidade de ativação do HA (pois é isso que queremos, certo?).
Bem, para finalizar, deixo aqui os passos (através de documentação oficial) necessários para habilitar o HA em um pool de Xenservers.
http://support.citrix.com/article/CTX121708

Espero que tenha gostado do tutorial!
Até mais!

Referências:
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-protection/xs-xc-pools-ha/xs-xc-pools-ha-enable.html
http://support.citrix.com/article/CTX121708
https://xen-orchestra.com/blog/xenserver-and-vm-high-availability/
https://www.citrix.com/blogs/2011/05/18/so-what-is-xenserver-xapi/
http://wiki.xen.org/wiki/Choice_of_Toolstacks#XAPI_.2F_XE

 

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Este trabalho de Marllus, está licenciado com uma Licença Creative Commons – Atribuição-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

fev 17, 2016
marllus

Resizing vDisks (VDIs) – XenServer 6.5

Olá, tudo bem?

Bem, o tema discutido de hoje será redimensionamento de disco virtual no XenServer.
Muitas vezes, por falta de planejamento ou fatos inesperados, o tamanho do disco de uma VM precisa ser aumentado. Por conta deste problema, alguns administradores, com a visão estática de sistemas não virtualizados, não conseguem compreender com clareza como redimensionar um disco virtual.

Se você prestar atenção, o XenServer deixa você alterar o tamanho de um disco de uma VM. Para isso, é só ir na aba configurações do storage da VM e alterar o valor do tamanho dele. Mas, calma que o tamanho da partição la ná VM não vai alterar automaticamente! rs. (assim você quer demais).
Primeiro vamos entender o que é um disco de uma VM. A partir das imagens abaixo, explicarei sucintamente.

O conjunto do relacionamento de objetos de storage do XenServer:

Desenhado pela Citrix:

 objects_storage_Vdi.png

Desenhado por Gohar Ahmed:

 objects_storage_Vdi.png

 

Desenhado por Martez Reed:

 objects_storage_Vdi.png

 

As três imagens demonstram os mesmos relacionamentos, só que com representações diferentes (para uma melhor didática).

Todo dispositivo relacionado com armazenamento (um disco rídigo, por exemplo) que é conectado ao XenServer será reconhecido como um PBD (dispositivo de bloco físico). Então, quando você cria um SR (repositório de storage – storage repository) dentro do XenServer, está justamente configurando este(s) PBD(s) para ser(em) o armazenamento deste SR.
Dentro deste SR eu posso ter vários VDI (imagem de disco virtual – virtual disk image), que é um objeto criado pelo XenServer que fornece uma abstração de um HDD (Disco Físico) e contém informações sobre a mídia física no qual se encontra (tipo de SR, se é compartilhável, se a mídia física é somente leitura, etc.).
O VBD (Dispositivo de Bloco Virtual), por sua vez, é uma abstração necessária para fazer a ponte entre a VM e o VDI. Ele representa o conteúdo do VDI. Caso não existisse o VBD, a VM não conseguiria utilizar o espaço que o VDI oferece dentro do SR. O VBD dá a possibilidade de a VM enxergá-lo como um dispositivo de bloco (neste caso um disco rígido) que pode ser formatado em um tipo de sistemas de arquivos. Por fim, o VBD contém atributos que ligam o VDI a VM, como QoS, atributos de leitura/escrita, se o disco é bootável, etc.
Ainda não entendeu?

Deixa eu explicar melhor:
Imagine um PC físico com um disco rígido e você instalando um debian 8 nele. Blz né? Pois bem, analogicamente, temos uma VM sendo criada no XenServer com um disco virtual. Esse disco virtual é o nosso VBD. Por trás dele teremos o VDI correspondente, que por sua vez está dentro de um SR e este SR é composto por um ou vários PBDs.

Agora, continuando o objetivo do tutorial, segue a pergunta: Como faço pra aumentar o tamanho de um disco de uma VM?

Bem, como sabemos agora, um disco de uma VM é um VBD, que por sua vez tem um correspondente VDI. Até agora beleza!

Os procedimentos genéricos padrão para aumentar (expandir) um vDisk são:
1- Ir no xencenter, configurações do storage da VM e aumentar o tamanho do disco especificado (neste ponto, você aumentou o tamanho do VDI);
2 – A partir deste ponto, o VBD irá ter um espaço adicional (não alocado) dentro dele, referente a esse aumento do VDI. Com qualquer “fdisk -l” ou “parted” você poderá ver esse espaço adicional;
3 – Agora, você terá que fazer a expansão em nível de SO (sistema de arquivo) na VM, para fazer com que a partição que você quer aumentar (ou adicionar) tenha um novo tamanho, utilizando para isso do espaço que foi inserido.
4 – Após os comandos de expansão, que podem variar se o disco tiver uma estrutura LVM (mais simples) ou sem LVM (um pouco mais de trabalho), você deve realizar um comando, em nível de SO, que vai redimensionar a partição para utilizar a nova quantidade de blocos. Geralmente em GNU/Linux o comando final é o “resize2fs /dev/particao”;

OBS1:Caso a estrutura de partições esteja organizada na forma de LVM, você poderá expandir um disco também criando um novo disco para a VM (com o espaço que quer utilizar). Quando a VM reconhecer esse novo VBD, você o formata e o transforma em PV (Volume físico – estrutura LVM) e junta o mesmo ao PV existente na VM. O LVM trás a grande vantagem (além de simular um RAID 0) de tornar mais fácil e dar novas possibilidades à manipulação dos LVs (Volumes lógicos – pontos de montagem do SO – /home, /usr, etc..) e o redimensionamento do tamanho deles.

Bem, partindo destes passos listo abaixo uma série de tutoriais que poderão ser seguidos por você para redimensionar vDisks de Vms.

Aumentando o espaço de um vDisk com uma partição nativa Linux (sem LVM):
https://www.rootusers.com/use-gparted-to-increase-disk-size-of-a-linux-native-partition/

Aumentando o espaço de um vDisk com uma estrutura LVM através da expansão do VDI:
https://www.rootusers.com/how-to-increase-the-size-of-a-linux-lvm-by-expanding-the-virtual-machine-disk/

Aumentando o espaço de um vDisk com uma estrutura LVM através da adição de um outro VDI (como exemplificado no OBS1):
https://www.rootusers.com/how-to-increase-the-size-of-a-linux-lvm-by-adding-a-new-disk/

Para expandir o tamanho de vDisks com SO MS Windows:
http://support.citrix.com/article/CTX117630

Outros tutoriais e formas de expansão de vDisk:
https://maanasroyy.wordpress.com/2012/06/03/resize-a-linux-vm-lvm-disk-in-xenserver/
https://codesilence.wordpress.com/2013/03/14/live-resizing-of-an-ext4-filesytem-on-linux/

OBS2 : Ainda não é possível diminuir (shrink) o tamanho de um VDI dentro do Xenserver. O motivo eu creio que deva ser porque na redução de um VDI, a probabilidade de afetar uma área com dados do sistema do usuário seria bem alta. Mesmo com LVM, um algoritmo que analisasse as áreas não alocadas para serem liberadas do disco, além de muito minucioso, poderia vir a corromper o sistema em uma exclusão errada, além do que o usuário teria que desalocar aquela região que seria liberada.
Considero um problema tanto trabalhoso para resolver, mas não impossível.

Há um meio de realizar esse processo (não muito “ortodoxo” – pra não dizer gambiarra).
Os passos são listados abaixo:

– Anexar um novo VDI na VM em questão e criar uma partição em toda sua extensão (o tamanho do VDI deve ser de pelo menos do tamanho dos dados do disco);
– Utilizar algum programa de clone de disco e dar o boot via ISO (exceto o clonezilla, pois ele tem uma limitação que jájá explicarei);
ex: HD clone, fsarchiver, FOG project, etc.
– Clonar o disco da VM jogando a imagem no VDI anexado na mesma;
– Criar uma nova VM no Xenserver com um disco menor do tamanho que você quer diminuir;
– Iniciar o programa de clonagem e anexar na VM o VDI que contém a imagem exportada e restaurar a imagem do disco antigo para o novo disco;

OBS3: O clonezilla têm a limitação que na restauração de um disco, o tamanho do disco de origem têm de ser maior ou igual ao do disco de destino, o que é é inviável na hora de um shrink.
OBS4: Alguns usuários na internet disseram que conseguiram shrink de discos como Clonezilla (mas somente quando o disco de destino era um pouco menor de tamanho que a origem). Você pode conferir os relatos aqui.

Perceba que vários tutorias utilizam o hypervisor Vmware, mas, não se preocupe. O entendimento que você tem que ter é de como funcionam as relações de PBDs, VDIs e VBDs com Vms.
O processo de criação de disco ou aumento do tamanho usando Xenserver (Xencenter) ou Vmware (vCenter) é só interface. Os passos genéricos padrão (citados acima) são os mesmos para qualquer hypervisor.

Espero que tenha gostado!
Grande abraço.

 

Referências:

https://www.schirmacher.de/display/INFO/How+to+increase+XenServer+virtual+machine+root+or+swap+
partition

https://thewiringcloset.wordpress.com/2013/01/09/extending-a-root-filesystem-in-linux-without-lvm/
http://kb.vmware.com/selfservice/microsites/search.do?language=en_US&cmd=displayKC&externalId=1007907
http://discussions.citrix.com/topic/237812-extend-vm-disk-size-debian-guest/
https://www.rootusers.com/use-gparted-to-increase-disk-size-of-a-linux-native-partition/
https://www.rootusers.com/how-to-increase-the-size-of-a-linux-lvm-by-expanding-the-virtual-machine-disk/
https://www.rootusers.com/how-to-increase-the-size-of-a-linux-lvm-by-adding-a-new-disk/
https://www.rootusers.com/lvm-resize-how-to-decrease-an-lvm-partition/
http://support.citrix.com/article/CTX117630
https://maanasroyy.wordpress.com/2012/06/03/resize-a-linux-vm-lvm-disk-in-xenserver/
https://codesilence.wordpress.com/2013/03/14/live-resizing-of-an-ext4-filesytem-on-linux/
http://cleriston.com.br/post/110578666928/identificando-vdi-no-xenserver-via-command-line
https://discussions.citrix.com/topic/361767-convert-vm-from-hyper-v-2012-to-xenserver-62/
https://www.miray.de/products/sat.hdclone.html
http://www.fsarchiver.org/Fsarchiver_vs_partimage
https://fogproject.org/
http://clonezilla.org/
https://community.spiceworks.com/topic/225979-clonezilla-restore-to-smaller-hard-drive
http://clonezilla.org/clonezilla-live/doc/02_Restore_disk_image/advanced/09-advanced-param.php
http://docs.vmd.citrix.com/XenServer/5.5.0/1.0/en_gb/images/sr-diagram.png
http://www.amazon.com/Implementing-Citrix-XenServer-Quickstarter-Gohar/dp/1849689822
http://www.amazon.com.br/Mastering-Citrix-Xenserver-Martez-Reed/dp/178328739X

 

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fev 17, 2016
marllus

Troubleshooting – Resolução de problemas – XenServer 6.5

Olá, tudo bem?

Hoje, o assunto é sobre troubleshooting, ou, para os menos familiarizados (adeptos do “se está funcionando, está bom” rs) sobre resolução de PROBLEMAS!! Até porque só tem problemas aqueles que fuçam na coisa!

De acordo com a wikipedia:

“Troubleshooting é uma forma de resolver problemas, muitas vezes aplicada na reparação de produtos ou processos falhados. É uma busca sistemática e lógica pela raiz de um problema, de modo a que possa ser resolvido e o produto ou processo possa ficar novamente operacional.”

Portanto, partindo do princípio da busca sistemática e lógica, utilizarei sempre diagramas sistêmicos e fluxogramas para descrever processos de troubleshooting.

Mas, porque trabalhar com fluxogramas em troubleshooting?
Bem, a literatura educacional já tem uma muita pesquisa sobre isso ([1], [2], [3], por exemplo), mas em resumo e tomando como questões também pessoais: Entendeu ou quer que eu desenhe?
Sim, esta frase, muitas vezes tratada de professor para uma sala de aula ou de um amigo que é o “sabichãozão” para com os outros, é lembrada com um tom arrogante. O que quero é tirar este rótulo.
No sentido literal, acredito que tudo deveria ser “desenhado”. A simples forma de uma desenho e a capacidade que ele tem de armazenar várias informações em uma única imagem torna a imersão no conhecimento mais divertida e muito menos enfadonha. Para mim, este é o verdadeiro papel do professor. Aquele que guia e consegue tornar trivial um conteúdo complexo.
Ler slides e livros até o google voice faz.

Você pode perceber que na maioria dos meus tutoriais eu encaixo um desenho que tenta generalizar um processo ou a arquitetura de um sistema que estou explicando. Sempre com uma única imagem.
Acredito neste tipo de imersão educacional. Só não esqueçamos que as referências escritas, mesmo que muitas vezes chatas, tem de ser levadas em suma consideração. Desenhos são generalizações que quase sempre não são perfeitas. A ideia dele é fazer com que o leitor desperte um interesse ou que o processo de melhoria/releitura de um conteúdo ocorra de forma mais eficiente (em menos tempo).

Bem, em processos de resolução de problemas não seria diferente. Na comunidade do xenserver temos muito pouca (ou nenhuma) documentação de troubleshooting através de fluxogramas. Claro que usuários do fórum oficial (Discussion Citrix) e comunidades (xen-br, gc-br, Telegram Xenserver) ajudam bastante, mas, é como se o conhecimento estivesse espalhado e disperso em fóruns e dúvidas de usuários. Não há algo conciso, neste caso.

Bem, uma vez fui aplicar 5 hotfixes em um xenserver 6.2 (desculpe, me atrasei). Seguindo a documentação oficial era como roubar doce de criança (mil maravilhas), mas, na prática não é bem esse carnaval não. É como você recompilar um kernel Linux achando que ele não vai dar pelo menos um bug. Inocência.
Caí em várias armadilhas e situações adversas neste processo e sempre resolvia tentando encontrar soluções naquele momento. Resultado: Sanei os problemas, atualizei meu ambiente e o trabalhão que deu não foi documentado. POOFF na cara da comunidade (e na minha)!

A partir daí, resolvi documentar, no estilo de fluxogramas, os processos de troubleshooting do xenserver em determinadas fases de manutenção.
Atualmente, realizei a criação de um fluxograma do processo referente ao troubleshooting de erros na aplicação de updates no XenServer 6.5. Disponibilizo este documento logo abaixo:

Troubleshooting update – XenServer 6.5:

Para muitos que sofrem com bugs quando vão atualizar seu ambiente, creio que este processo irá ser de grande ajuda.

Meu objetivo é fazer com que usuários contribuam com processos que podem ser melhorados/otimizados no fluxograma. Remodelando o documento através do perfil da comunidade, por meio de críticas e sugestões de usuários, poderemos compilar uma documentação ainda mais concisa do que disponibilizo aqui para você.

Com o passar do tempo creio que este post vai crescer bastante, pois novos fluxogramas irão sendo disponibilizados por mim e pela comunidade. É o que quero.

Um abraço! Até mais.

Referências:
https://pt.wikipedia.org/wiki/Troubleshooting
https://discussions.citrix.com/
https://groups.google.com/forum/#!forum/xen-br
https://groups.google.com/forum/#!forum/gc-br

 

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fev 17, 2016
marllus

DMC – Dynamic Memory Control – XenServer 6.5

E aí, tb bem?

Você já deve ter visto esse intervalo mínimo e máximo de memória que é mostrado no XenCenter (nas configurações de memória RAM de uma VM). Talvez, possa até ter imaginado que o XenServer vai disponibilizar memória para uma VM de acordo com este intervalo, não é verdade?

É isso mesmo que acontece. Isso é o controle dinâmico de memória (DMC – Dynamic Memory Control). As vezes chamado de “dynamic memory optimization”, “memory overcommit” ou “memory ballooning”.

Quando o DMC é habilitado nas VMs, acontece o seguinte: Se tiver muita memória RAM sobrando no host xen físico, ele libera mémoria máxima para cada VM, ou seja, o valor máximo de memória que você definiu no intervalo é dado a ela (e as VMs ficam bem felizes com isso). Caso falte memória no servidor, o SenServer neste caso faz um cálculo e distribui uma fatia de memória (dentro do intervalo de memória definido em cada VM) para cada VM, não deixando nenhuma delas desamparada e também abrindo oportunidades de novas VMs serem criadas, pois sempre o XenServer irá fazer essas otimizações com o objetivo de todas serem alimentadas com memória suficiente para dar o boot (pelo menos).

Bacana, não é? Show.
Mas, como nem tudo são flores, ter este recurso habilitado requer o dobro de atenção na hora do planejamento de distribuição de memória entre as VMs de seu ambiente.

Imagine a seguinte situação:
Você tem 10 VMs com 1GB de ram funcionando no seu host xen (que tem 12GB de ram). Ou seja, até então você tem pouca memória disponível no seu Dom0 (Xen Hypervisor). Daí você vai criar mais duas VMs de 1GB de ram, então, por causa do DMC ativado em cada VM, o XenServer vai reduzir a memória de cada uma delas afim de ter memória disponível para essas duas VMs novas. Mas, esse ambiente pode entrar em colapso (elas travarem) se as VMs ficarem sem memória suficiente para funcionar, além da memória reservada para o Dom0. Então, tenha bastante cuidado no limite mínimo que você vai colocar para sempre sobrar memória disponível no servidor físico, e assim poder utilizar esse recurso tão bacana sem efeitos colaterais.

Os passos para habilitar/desabilitar o DMC em uma VM, bem como definir um tamanho fixo de memória para ela, está disponível neste link (http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-configuring/xs-xc-vms-memory/xs-xc-dmc-edit.html)

Referências:
http://www.thegenerationv.com/2010/04/xenserver-56-preview-part-1-dynamic.html
http://docs.citrix.com/en-us/xencenter/6-5/xs-xc-vms-configuring/xs-xc-vms-memory/xs-xc-dmc-edit.html

 

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